Você já percebeu como encostar o cartão, o celular ou até o relógio na maquininha virou algo quase automático? Pois é, essa cena que parecia futurista há alguns anos hoje já domina o dia a dia do brasileiro. Só no primeiro trimestre de 2025, quase 70% das compras presenciais com cartão foram realizadas por aproximação, segundo a Abecs. Para ter ideia do salto, em 2021 essa modalidade representava menos de um quarto das transações. O jogo virou. A explicação para essa adesão em massa é simples: praticidade. Ninguém gosta de perder tempo com digitação de senha ou enrosco na maquininha. É só encostar e pronto, sem burocracia. Mas não se engane achando que é só rapidez. A tecnologia NFC é recheada de recursos de segurança, com criptografia dinâmica, autenticação extra em transações suspeitas e até monitoramento em tempo real. O limite para compras sem senha, que começou em R$ 50,00, hoje já está em aproximadamente R$ 200,00, um reflexo da confiança conquistada pelo sistema ao longo dos últimos anos. Ainda que o cartão físico continue sendo o queridinho dos brasileiros, respondendo por mais de três quartos das operações por aproximação, os smartphones já marcam presença relevante e até os relógios inteligentes entraram no jogo, mesmo que timidamente. O que antes parecia “coisa de filme” hoje já é rotina até no café da esquina. E as novidades não param por aí. Uma das grandes apostas do setor é o chamado Tap on Phone, que transforma qualquer celular com NFC em maquininha, uma solução que promete facilitar a vida de pequenos empreendedores e autônomos. Outra possível revolução é o Pix por aproximação. Imagine poder encostar o cartão ou o celular e transferir dinheiro via Pix, sem precisar digitar absolutamente nada. Claro que, como em qualquer sistema, vale a boa e velha recomendação de cuidado. Conferir o extrato com frequência, manter o celular atualizado e usar biometria ou senhas fortes são atitudes básicas para reforçar a proteção. Afinal, “sem senha” não significa “sem segurança”: quando algo foge do padrão, a própria rede exige autenticação extra. O fato é que os pagamentos por aproximação deixaram de ser uma promessa e já se tornaram um hábito consolidado. O brasileiro, sempre rápido em adotar tecnologias que facilitam a vida, transformou o NFC em parte da rotina. Do supermercado ao transporte público, passando pelo pedágio ou pelo barzinho, encostar o cartão ou o celular já não causa mais surpresa. A única dúvida que fica é: você ainda digita senha ou já entrou de vez no time do “encostou, pagou, saiu”? Bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
Encostar e pagar: o NFC virou hábito brasileiro
