Ao inaugurar o Centro de Videomonitoramento de Fortaleza, o governador Elmano de Freitas foi provocado sobre a violência e as declarações agressivas do pré-candidato Ciro Gomes, que acusa o Estado de ser dominado por facções.
“Bom, primeiro que eu tenho absoluta segurança de que bravata não resolve Segurança Pública. Nunca resolveu e nem vai resolver. Do Ciro, eu nunca vi nada de concreto na área. O que eu vejo é muita conversa fiada, muito papo furado”, disse Elmano.
Ciro Gomes atingiu seu objetivo: chamou Elmano para o debate. O governador aguardou seis meses para reagir, movimento que veio após a janela partidária. Está explicada a paciência.
A pré-campanha ganha novos contornos. Além de Ciro e Elmano, outros nomes entram no debate. O senador Eduardo Girão, por exemplo, tem forte atuação no tema da segurança. A esquerda aposta no trabalho comunitário como estratégia. A discussão tende a ser marcada por números e comparações.
Seis pré-candidatos prometem disputa intensa
As pré-candidaturas ao governo do Estado para 2026 já movimentam o cenário político. Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) aparecem como principais nomes. Também são citados o senador Eduardo Girão (Novo), Jarbas Pereira (PSOL), Zé Batista (PSTU) e o ex-deputado Giovani Sampaio (PRD).
A campanha deve ser dura, com embates diretos e forte presença nas redes sociais, onde o uso de desinformação costuma crescer.
Ciro e Elmano concentram as atenções. Já estiveram no mesmo campo político e romperam em 2022. A entrada de Giovani Sampaio adiciona um novo elemento ao cenário, sobretudo no Cariri, onde tem base consolidada.
Até agora, os ataques partiram principalmente de Ciro contra Elmano e o ex-ministro Camilo Santana. Os demais pré-candidatos ainda se movimentam pouco. Exceção para Giovani Sampaio, que também confronta Ciro. A disputa entre os dois é antiga e marcada por trocas de críticas públicas.
Alece aguarda definição partidária
O presidente da Alece, Romeu Aldigueri, ainda não recebeu oficialmente a nova composição partidária após a janela. O protocolo da Casa também não registra as comunicações formais das mudanças.
As sessões seguem com a composição anterior. A Justiça Eleitoral ainda analisa os processos de troca de partido por parte dos deputados.
Camilo retoma mandato com foco na educação
O senador Camilo Santana reassumiu o mandato no Senado Federal. Está previsto para esta quarta-feira (9) o primeiro pronunciamento após deixar o comando do MEC.
Camilo passou a Semana Santa em Barbalha e, na agenda política, tratou da reorganização partidária com Cid Gomes, Elmano de Freitas e Evandro Leitão. A partir do dia 15, intensifica articulações em Brasília para a formação de alianças.
Cid Alves assume a Fecomércio interinamente
O empresário Cid Alves assumiu a presidência da Fecomércio Ceará. Ele é presidente do Sindilojas e do Conselho do Sebrae-CE.
Substitui Luiz Gastão, que se afastou para disputar a reeleição como deputado federal pelo PSD. A permanência de Cid Alves será curta: no dia 25 de abril, uma nova diretoria será eleita.
Izolda ganha o mundo após derrota em Sobral
Izolda Cela participou de um dos maiores eventos internacionais de educação, no Suriname. Reconhecida pelo trabalho na alfabetização, apresentou experiências do Ceará, especialmente o programa de ensino na idade certa.
Derrotada na eleição municipal de Sobral, Izolda amplia agora sua atuação internacional. O caso reforça o contraste entre reconhecimento externo e resultado eleitoral local. Fica a reflexão: o eleitor cearense precisa qualificar melhor suas escolhas?
PSD se torna maior bancada federal do Ceará
Com quatro deputados federais, o PSD passou a ser a maior bancada cearense na Câmara. O crescimento é atribuído à articulação do presidente estadual, Domingos Filho.
A filiação da deputada Fernanda Pessoa ampliou a bancada, que conta ainda com Domingos Neto, Célio Studart e Luiz Gastão.
O deputado Tiririca, atualmente por São Paulo, também se filiou ao partido e pretende disputar pelo Ceará em 2026.
O resultado da janela partidária projeta o PSD como força relevante no próximo ciclo eleitoral, com maior capacidade de influência política.
Girão expõe cifras das emendas parlamentares
O senador Eduardo Girão afirmou que cada senador tem direito a cerca de R$ 80 milhões por ano em emendas. Segundo ele, os recursos são utilizados como instrumento de articulação política e manutenção de apoio. Girão defende mudanças no modelo e critica o uso recorrente desse mecanismo.
