O mês é da mulher e, como que girando em círculos, ele inicia com luto por mais um caso trágico de violência. A morte de Yanne Brena, vereadora e médica em Juazeiro do Norte, aumenta as estatísticas do Cariri cearense como uma das regiões onde mais mulheres são brutalmente assassinadas no Estado.
Qualquer forma de agressão e violência é inaceitável. Não há como “medir” a intensidade e as consequências da dor física e psicológica. Mas chama a atenção o histórico cruel dos crimes que acontecem naquela região. São casos indescritíveis de tortura, de violência extrema e crueldade. Mulheres queimadas vivas, esquartejadas, estupradas.
Palavras fortes, sim, mas é preciso falar para que a dor dessas mulheres saia do campo da comoção e impulsione ação de combate ao crime. Não se pode mais aceitar tamanha barbaridade. Mulheres assassinadas e outras tantas que parecem mortas, ainda que vivas, porque já não reagem mais a tanta opressão e sofrimento.
Há mobilização política, social e policial. As leis estão mais firmes. Mas ainda não é o suficiente. O machismo doentio e culturalmente perverso ainda cai como sentença em muitos lares.
