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É preciso estar atento e forte

Pesquisa do Datafolha, sob encomenda do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, indica que 67,5% dos entrevistados brasileiros têm “muito medo” ou “um pouco de medo” de ser vítima de violência física por causa da opção política ou partidária que manifestar para as eleições deste ano.

No primeiro caso, são 49,9% os que revelam estar intimidados. No segundo, 17,6%. É assustador. Os números revelam que as estratégias de difundir terror na sociedade têm dado certo. Há até relatos de milícias pressionando comunidades inteiras.

É pertinente estimar que pessoas deixem de votar porque querem prevenir ataques e outras hostilidades. Mas a pior situação há de ser o cidadão recuando e abrindo mão de seu direito. Essa seria a vitória dos criminosos – contra o que devem estar a postos a indignação cidadã e as forças de segurança.

Eleições sujas de sangue
Dois casos deixam marcas profundas na memória e na Democracia brasileiras. Primeiro, o do agente municipal assassinado a tiros no Paraná por um bolsonarista, quando comemorava aniversário de 50 anos de idade. Depois, o do agricultor executado com 15 facadas no rosto no Mato Grosso do Sul – o matador, um colega que é bolsonarista, ainda tentou decapitar o corpo a machadadas.”

Ao lado
Mas nem tudo é medo e desesperança. Saiba que 2 de outubro é o Dia do Anjo da Guarda. Todos temos um, acredita-se. É também o Dia Internacional da Não-Violência.”

Reaja!
No Ceará, denúncias de intolerância e ameaças podem ser enviadas para bit.ly/2VEz3UB. Os informes podem ser anônimos. Denunciar abusos é reagir e se erguer contra o fascismo.

Bença, paim!
Da série “Coisas que só a propaganda política oferece.” O deputado André Fernandes (PL) é um rapaz gozado. Ele dá as caras na TV ao lado do pai, Alcides, e diz: “Nesse eu confio!”. Seria ruim se um filho não confiasse no pai. Seria péssimo, aliás.

Fona
Já Soraya Thronicke (UB) diz que adversários “sujaram as mãos.” E tasca: “Se você quer votar em quem tem as mãos limpas e coragem pra fazer o que é certo, agora você tem opção”. Se se considerar a margem de erro, a opção Soraya vai ficar com saldo negativo de votos.

E não é?
A candidata a senadora Kamila Cardoso (Avante) aparece com mais essa pérola, entre as muitas que já despejou na propaganda eleitoral: “Ser governador é uma coisa, ser senador é outra!”. Descobriu a pólvora.

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