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DNA ALVINEGRO

A mídia esportiva se derramou em elogios após a vitória do Ceará 3×0 sobre o Santos. Vou mais longe, dizendo que foi a melhor atuação do clube no Campeonato Brasileiro deste ano. O técnico Léo Condé expressou sua alegria na coletiva após o jogo.

Citou fatores que importam para que o clube cumpra a meta de se manter na primeira divisão. Falou da união do plantel. Da responsabilidade de todos que compõem o departamento de futebol, gerando bom ambiente entre todos os profissionais.

Não tenho dúvidas de que ele é o responsável por essa agregação. O time tem seus altos e baixos e, quando aparecem os altos, tudo vai bem. Complica quando, na baixa, se começa a procurar os responsáveis. Nunca vi nas suas entrevistas comprometer ninguém.

Em décimo lugar no campeonato nacional, com trinta e quatro pontos, o Ceará jogou vinte e seis partidas, ganhou nove, empatou sete e perdeu dez. Seu poder ofensivo é mínimo, fez apenas vinte e seis gols, o que lhe dá uma média de apenas um gol por jogo.

Seu ponto forte é o sistema defensivo. Todos marcam e, quando o adversário tem a posse da bola nas laterais do campo, seus jogadores duplicam e até triplicam a marcação. O time se caracteriza pela marcação, o que o leva a ter uma das defesas menos vazada.

Por outro lado, essa postura defensiva tem sido motivo de críticas. O Ceará ainda não conseguiu engatar duas vitórias seguidas. Independente do adversário, quando joga fora de casa, o Ceará se articula para tentar a vitória em jogadas de contra-ataque.

Nos jogos em casa, ele tem que propor o jogo. Depois da derrota contra o Vitória da Bahia, parece ter despertado para a lição e, contra o Santos, escalou o meio de campo com Dieguinho, Lourenço e Mugni. Três jogadores leves, soltos, habilidosos e criativos.