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Dismorfia financeira: quando seu bolso pensa que é rico, mas sua conta discorda

Sabe aquela sensação de estar arrasando no look, com a blusa da última coleção, o cafezinho no copo estilizado e o celular mais novo piscando notificações do banco… de que você entrou no cheque especial? Pois é, pode ser sinal de algo mais profundo que uma simples gastança: dismorfia financeira. Não, você não leu errado. O nome é estranho, mas a situação é mais comum do que parece. Inspirado no conceito de dismorfia corporal (quando a pessoa não se enxerga como realmente é), a dismorfia financeira acontece quando há uma desconexão entre sua realidade financeira e o estilo de vida que você insiste em levar. Em bom português? É viver como se tivesse saldo de CEO, tendo a conta de estagiário. E isso não é só vaidade, viu? Muitas vezes, a raiz está na comparação constante com os outros, nas redes sociais que vendem uma vida de luxo e sucesso 24 horas por dia e, claro, na velha necessidade de “manter as aparências”. Só que aparência não paga boleto. A vida perfeita do vizinho no Instagram, o carro novo do colega no LinkedIn, a viagem do influenciador pra Maldivas (parcelada em 12x), tudo isso mexe com nossa cabeça. Resultado? Gente fazendo malabarismo pra manter um estilo de vida incompatível com o próprio orçamento. Mas calma lá! Nem tudo está perdido. Com alguns ajustes dá pra sair dessa cilada sem abrir mão de tudo que a gente gosta. Algumas dicas podem te ajudar a ajustar o espelho do bolso. A primeira delas é olhar o extrato, mas sem drama! Antes de tudo, encare a realidade. Saber quanto entra e quanto sai é o primeiro passo. Sem sentir vergonha, sem susto. Todo mundo já exagerou no iFood, então não se culpe tanto. Compare-se com você mesmo, não com os outros. Aquela máxima de “cada um sabe onde o calo aperta” vale muito aqui. Sua jornada é sua. Nem todo mundo que exibe luxo nas redes tem a vida equilibrada. Às vezes, é só filtro. Crie metas reais, não ideais. Trocar o carro, viajar, reformar a casa… tudo pode ser feito, desde que com planejamento. O problema é fazer tudo ao mesmo tempo e parcelado no impulso. Permita-se, com consciência. Viver bem não é viver no aperto pra parecer rico. Você pode (e deve!) ter momentos de lazer e prazer, mas sem transformar isso em dívida. No fim das contas, a dismorfia financeira é um chamado pra gente se olhar com mais carinho – e menos ilusão. Não é sobre viver como rico ou pobre, mas sobre viver com verdade. E, cá entre nós, ter paz com o banco vale mais que muitos likes. E você, já perguntou hoje pra sua conta bancária como ela se sente com suas escolhas? Boa semana, bons investimentos e cuide bem das suas finanças.