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DFB 2026 retorna às origens e transforma a Praia de Iracema em palco de uma nova leitura criativa de Fortaleza

O DFB Festival volta ao ponto de partida — e faz disso seu principal argumento. Em 2026, o...

O DFB Festival volta ao ponto de partida — e faz disso seu principal argumento. Em 2026, o evento retorna à Praia de Iracema não apenas como escolha geográfica, mas como gesto simbólico dentro das comemorações dos 300 anos de Fortaleza. O que está em jogo não é só a passarela, mas a tentativa de reler a cidade a partir de um de seus territórios mais emblemáticos, onde criação, memória e vida urbana se misturam.

A edição propõe deslocar o olhar: mais do que apresentar coleções, o festival tensiona a ideia de moda como produto e reforça sua dimensão cultural. Ao assumir o tema “Praia de Iracema: coração e cérebro da Cidade Dragão”, o DFB se ancora em um bairro que historicamente concentra fluxos criativos, disputas simbólicas e reinvenções constantes. É desse caldo que emergem narrativas visuais que dialogam com o presente, sem abrir mão das raízes.

Idealizado por Cláudio Silveira, o evento amplia sua atuação como plataforma de economia criativa ao investir em formação, circulação e mercado. O line-up — que reúne nomes consolidados, marcas independentes e novos criadores — funciona menos como vitrine e mais como termômetro de uma produção autoral que ganha densidade no Nordeste. Iniciativas colaborativas e o Concurso dos Novos reforçam esse papel ao conectar diferentes regiões e trajetórias.

Crédito da foto: Nicholas Gondim

Outro ponto de inflexão está na criação de um ambiente voltado ao turismo de negócios, que aproxima moda e empreendedorismo criativo. A proposta é clara: transformar visibilidade em oportunidade, articulando redes que extrapolam o evento e reverberam no mercado.

Fora das passarelas, a programação musical na Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura amplia essa experiência ao integrar linguagens. A Arena DFB, com shows ao pôr do sol, opera como espaço de convergência entre público, artistas e criadores — um indicativo de que, mais do que um festival de moda, o DFB se consolida como um ecossistema criativo em movimento.