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“Cozinhar ou pedir? Eis a questão”

Entre a panela no fogo e o aplicativo, vivemos um dilema, ner? Depois de um dia cheio, a ideia de abrir o celular e, em poucos cliques, receber uma refeição prontinha, ali na sua porta, parece ser irresistível. É rápido, variado e não exige nem mesmo levantar do sofá – muito menos encarar a louça na pia logo em seguida.

Por outro lado, há a magia que só a cozinha proporciona. O cheirinho da cebola dourando a manteiga junto do alho, o barulho da panela no fogo, aquela raspinha de limão no final do preparo. Preparar a própria comida exige tempo, sim, mas entrega uma recompensa que vai além: memórias, autocuidado e até uma dose de terapia.

A vida nos empurra para essa gangorra diariamente. Se, por um lado, o delivery representa praticidade e diria até uma sensação de liberdade, por outro, cozinhar em casa resgata afeto e nos dá consciência do que estamos comendo. E entre um extremo e outro, a pergunta sempre vem: cozinhar ou pedir?

A verdade é que não tem resposta certa e nem definitiva. Tem dias que a sacola de papel do delivery vem e salva, e tudo bem. Em outros, o prazer de reunir e receber quem se ama em torno da mesa fala mais alto, no meu caso, grita. Cada escolha carrega seus sabores – um mais rápido e outro mais profundo, eu diria.

Talvez o segredo seja não transformar essa disputa em culpa. Comer fora ou cozinhar: tudo isso faz parte do nosso cotidiano. No fim, o que realmente importa é encontrar o jeito de colocar sabor na vida e nos dias corridos, seja na sacola de papel do delivery ou na panela quente. Aqui já é rotina, passeio com o Cuscuz (meu cachorrinho) e já aproveitamos e compramos pão fresquinho pro café da manhã. Às vezes não dá tempo de cozinhar para os meus, mas pequenos gestos renovam nossos dias.