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Confisco da poupança… Um fantasma que deixou marcas

Pra quem passou pela década de 80 e início de 90 viu muita coisa acontecer. Uma época mágica que deixou marcas nas músicas e tendências de moda, assim como marca o início de um novo regime democrático com a nova constituição de 1988. Mas um fato deixou marcas mais profundas nas finanças dos brasileiros: o temível confisco da poupança. Pra você entender o que aconteceu vamos ao resumo da história.

Nossa inflação era altíssima, pasmem, passava dos 2.000% ao ano, você leu certo: dois mil por cento.

Em 1990, o então presidente eleito Fernando Collor de Melo, lança um dos planos mais ousados para tentar controlar a inflação, com o chamado pacote econômico Brasil Novo, que ficou mais conhecido como Plano Collor. Das mais de 20 medidas anunciadas, uma das mais polêmicas foi sem dúvida o bloqueio (chamado de confisco) das cadernetas de poupança até o limite de 50 mil Cruzados Novos. O excedente desse valor ficaria aplicado pelo Banco Central por um prazo de pelo menos 18 meses.

Não preciso nem destacar que não foi bem aceito pela população. Já imaginou? As pessoas correndo até as agências bancárias pra sacar seu dinheiro e não poderem. Alguns bancos poderiam nem ter o dinheiro pra isso, caso fosse possível.

As pessoas de repente ficaram sem dinheiro, as lojas não vendiam no mesmo volume… E aí você pode concluir o desfecho dessa história toda. Esse plano, além de não ter resolvido o problema, causou uma forte quebra de confiança da população e vez ou outra o fantasma reaparece.

Mas será que hoje isso pode acontecer novamente? Bom, na minha opinião acho pouco provável por pelo menos 3 motivos: 1) nossa inflação por maior que esteja, está longe dos patamares dos anos 80 e início dos anos 90; 2) em 2001 foi publicada a Emenda Constitucional 32 que explicitamente veda Medida Provisória que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; e 3) hoje vivemos na era da globalização da informação com notícias em tempo real, caso tramitasse um projeto de lei neste sentido já saberíamos com antecedência e poderíamos nos precaver.

Ficamos por aqui. Bons investimentos e cuida bem das suas finanças.

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