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Ciro deu uma dentro

Terminaria neste domingo, 31, o prazo para o encerramento do Desenrola Brasil – programa do governo federal que possibilita a renegociação de dívidas de pessoas físicas. A data final, no entanto, foi esticada para 20 de maio. A partir da iniciativa, 12,3 milhões de pessoas já conseguiram recuperar as dignidades fiscal e financeira, restaurando o protagonismo em setores do comércio, da indústria e dos serviços, interagindo com outros cidadãos e voltando a participar da vida em comunidade. Justiça se faça: quem puxou a discussão sobre a reabilitação de pessoas na economia nacional foi o então candidato a presidente da República Ciro Gomes – às vezes hostil, azedo, desbocado. Na verdade, ele não trouxe ideia original ao debate presidencial de 2022, uma vez que a proposta já havia sido, em outras oportunidades, implementada em países como Estados Unidos, França e Alemanha. A ação é simples, pelo menos no conceito: dando novas condições sociais aos contribuintes, a roda da economia volta a girar com intensidade e rapidez que agregam e compartilham valores. Diferentemente do que se ouviu de ninhos bolsonaristas e tucanos, não se trata de um gracioso perdão de dívidas, mas de um compromisso do Estado com pais e mães de família que estavam (estão?) oprimidos e manietados pela falta de dinheiro. É uma vacina contra a exclusão. É o mesmo que dar esperança a um País inteiro.

A Educação transforma

A homologação do novo curso de Medicina da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Baturité, e a definição de parcerias entre o Governo do Ceará e dois grupos empresariais privados de ensino são marcos relevantes fixados nesta semana no campo educacional. Coisa impensável entre 2016 e 2022 – período de trevas sobre (e contra) o saber. Em uma semana, viu-se o que não se viu em seis anos.

Decolagem

A parceria do Estado com as empresas educacionais diz respeito à implementação de cursos preparatórios para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica – que vai se estabelecer também no Ceará – na rede pública estadual. São os chamados PreparaITA. Palavras do governador Elmano de Freitas: “Só o fato de os alunos passarem por essa preparação vai ajudar muito na formação. Certamente uns vão para o ITA, outros para a universidade, entre outras áreas que lhes interessem”.

O grande nada

Vereadores de Fortaleza puseram para tramitar mais de 500 propostas neste mês. Quem confessa é a própria Câmara Municipal. A instituição não se deu ao trabalho de revelar quantos eram requerimentos de medalhas e outras homenagens, projetos de indicação para construção de areninhas e quadras de vôlei de praia, instalação de bicicletários e reforma de praças. É dureza, viu?

Medinho!

Rapaziada da direita não tem um dia de paz. Nos últimos tempos, passou a torturá-la a chance de o inelegível Jair Bolsonaro não poder vir a Fortaleza em abril. Ele estaria de bilhete comprado para vir lançar dia 11 a campanha do deputado André Fernandes (PL) a prefeito, mas há quem – com razão – tema que seja preso antes de botar o pé num avião. Correligionários do Capitão Wagner e de Eduardo Girão, preocupados com o apoio do líder a outro nome, estariam fazendo figa para o “mito” não vir.

Pedalou para trás?

O vereador Léo Couto (PSB) acionou um autêntico esforço de divulgação para avisar que havia apresentado projeto de implantação em Fortaleza de uma “política de ciclologística” – o que é, a rigor, o uso de bicicletas para a entrega de produtos e documentos. A ideia de Couto tem bons anos de atraso: em janeiro de 2022, foi aprovada na Câmara federal proposta igualzinha que havia sido apresentada em 2020. 

Tal e qual

Em São Paulo, vigora desde 2020 iniciativa idêntica à que apresentou Léo Couto. Em Assis (SP), um vereador que atende pelo vulgo de “Alexandre Cachorrão” conseguiu aprovar texto na mesma trilha. Mais velha ainda é matéria sobre o tema na Câmara de Porto Alegre (RS), datando de 2013.

Aí não dá!

No fim das contas, Léo Couto não foi mais longe do que repetir a surrada prática da clonagem legislativa – copiou o que existia. Poderia ter proposto que o prefeito José Sarto (PDT) investisse na segurança de ciclistas e pedestres com a manutenção e a sinalização da malha cicloviária construída por Roberto Cláudio. Mas preferiu pedalar em outro rumo.

Véspera do Dia da Mentira

Amanhã é dia de não esquecer e de não comemorar.