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Chagas Vieira vai à Faec e conversa com Amílcar sobre agro e política

O presidente da Faec, Amílcar Silveira, é duro e direto. Não usa filtro nas palavras para dizer o que ele e o agro pensam. A conversa entre Amílcar Silveira e Chagas Vieira se deu em dois momentos: durante almoço com empresários do agronegócio e, depois, de forma reservada, sobre política.

Amílcar deixou claro que apoia Cid, Júnior Mano e Chagas como nomes para o Senado Federal, e veta outros nomes por entender que nunca contribuíram com o setor.

Outro tema que tem preocupado a Faec é o incômodo com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário. Para Amílcar Silveira, não interessam os cargos nem os recursos da pasta, e sim a falta de eficiência. “Me apresentem resultados da SDA. A agricultura familiar tem peso na economia? A resposta é: nada, apesar de a secretaria gerir R$ 1,2 bilhão”, critica.

Tem sido difícil a relação entre a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e a Federação da Agricultura. Não existe nenhuma parceria. O Governo criou uma diretoria na Secretaria de Desenvolvimento Econômico para atender o Agronegócio — e assim têm sido os dias entre governo e agro no Ceará.

O papel do presidente Romeu Aldigueri

O Poder Legislativo tem por missão fiscalizar o Estado, propor e aprovar projetos enviados pelo Poder Executivo. No Ceará, o Executivo tem evitado decretos e prestigiado os deputados, legalizando atos por meio da Alece. Habilidoso, o presidente da Assembleia, deputado Romeu Aldigueri, tem observado a radicalização dos oito deputados da oposição nos ataques que têm como alvo o PT, o governador Elmano de Freitas e o ministro da Educação, Camilo Santana. A artilharia da oposição muitas vezes tem conteúdo de fake news. Os deputados De Assis Diniz, Acrísio Sena e Guilherme Sampaio foram escalados para esclarecer, sem radicalizar.

Cirilo Pimenta lança o Porto Seco ao lado de Elmano

Não se pode esconder a determinação do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta. Ele viabilizou o primeiro Porto Seco do Nordeste. Portos Secos são centros de carga e descarga localizados longe do mar, mas que funcionam como alfândegas, com estrutura para o transporte de cargas e atendimento a pessoas. O governador Elmano estará, na próxima segunda-feira (7), ao lado do prefeito Cirilo Pimenta, de empresários e da população, para apresentar o primeiro Porto Seco da região, instalado na Transnordestina. O investimento é de R\$ 800 milhões.

Danilo Forte no Café da Oposição: “Recebemos R$ 11,9 milhões em emendas; faltam R$ 49 milhões”

O café das oposições recebeu o deputado federal Danilo Forte na Alece. O parlamentar era fervoroso opositor dos Ferreira Gomes e, durante o café, admitiu apoio ao seu histórico adversário Ciro Gomes, apesar de não acreditar muito na possibilidade de vê-lo disputar o governo cearense. Danilo, que tem o seu partido na base de Lula, pulou para a oposição e reclama que o Governo Federal só pagou R$ 11,9 milhões das emendas impositivas, e que ainda faltam R$ 49 milhões para quitar os pagamentos. Lula segurou.

TJCE, MPCE e Defensoria com as mesmas regalias

A Alece aprovou um projeto de lei da Defensoria Pública que nivela, em direitos e benefícios, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria, onde todos podem vender férias, 13º, gratificações e licenças. A conta vai para o contribuinte. Em Brasília, deputados federais que se preocupam com as contas públicas tentam conter os supersalários no serviço público. A pressão do Judiciário é grande para manter projetos desse teor na gaveta.

Aldigueri mostra liderança

O plenário da Alece estava vazio e com um pedido de urgência para votar três projetos do Governo. O deputado Queiroz Filho pediu votação nominal. O Governo seria derrotado. O presidente da Alece desceu do seu gabinete e, imediatamente, o plenário recebeu 20 deputados, e outros 15 participaram on-line.

Ataque a Baquit

Os vereadores não se relacionam com Osmar Baquit (PSB), mas se queixam. O competente secretário da Coordenadoria Especial de Articulação Política, Tibério Burlamaqui, apaga incêndios. Os executivos das regionais reclamam da centralização em Baquit, apesar da autonomia concedida pelo prefeito.