Menu

Camilo Santana controla 27 dos 28 municípios do Cariri e 47% dos eleitores de Juazeiro

Iniciei um roteiro de viagens pelo Ceará e pretendo colocar aqui a minha visão sobre o que presenciei...
Foto: Levy Dantas/Opinião CE

Iniciei um roteiro de viagens pelo Ceará e pretendo colocar aqui a minha visão sobre o que presenciei em eventos políticos, nas gestões administrativas e também um olhar sobre as principais cidades. Começo pelo Cariri, que percorri até o município de Jardim, no extremo sul do Estado, na divisa com Pernambuco.

Dos 28 municípios da região caririense, 27 estão na base do Governo Elmano de Freitas, pelas mãos habilidosas do ministro Camilo Santana, que administra essa influência dividindo territórios políticos com aliados. E tem dado certo. Existe uma ponta de ciúme em relação ao deputado Fernando Santana. É natural. O secretário de Recursos Hídricos tem laços familiares, é amigo de infância e de todas as horas de Camilo Santana.

Juazeiro do Norte foi governado pela direita em quase toda a sua existência, desde o início, com Padre Cícero, que fundou e governou o município por 14 anos. Teve dois prefeitos de esquerda. Mauro Sampaio é considerado o melhor prefeito após Padre Cícero. Manoel Santana, do PT, teve uma das piores avaliações, dividindo o título com o atual gestor, Glêdson Bezerra, filiado ao Podemos. Juazeiro enfrenta problemas graves: lama, buracos, ruas que parecem lagoas e sujeira.

“O Camilo é um líder que conversa, não agride, une”, descreve o prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva, no segundo mandato, que entrou na política pelas mãos de Fernando Santana, seu candidato a deputado federal. Para o prefeito do Crato, André Barreto, Camilo é o maior líder da história do Cariri e será por muito tempo, pela inteligência, por ser agregador e por ter erguido um novo Cariri. O ex-prefeito Raimundão diz que Camilo Santana “é imbatível no Cariri”.

As novas lideranças da região estão com o ministro Camilo Santana, Cid Gomes, José Guimarães e com os deputados estaduais Fernando Santana, Davi de Raimundão e Guilherme Landim. O único deputado federal da região é Yuri do Paredão, um jovem popular que deve voltar ao Congresso com cerca de 300 mil votos, sendo visto como futuro candidato ao Senado ou ao Governo do Estado.

Chagas diz que Ciro é “mentiroso e papo furado”

Chagas Vieira quer atrair Ciro para o debate: “O Ciro é papo furado. Se uniu a mentirosos, à turma do contra o Ceará”. Para Chagas, a proposta de Ciro é “transformar o Ceará no caos e não vai conseguir”.

O secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, iniciou uma onda forte em defesa da verdade nas redes sociais. “É preciso colocar a verdade. O cara vai na porta da prefeitura de uma cidade, diz que o prefeito fugiu com medo. O prefeito aparece na porta e informa que está tudo normal e o cara faz mentira. Isso é absurdo”, afirma Chagas Vieira para justificar sua entrada no debate nas redes sociais.

Chagas Vieira diz que o que Ciro fala nunca é verdade. Cita que Ciro elogiava Camilo em 2014, 2018 e até julho de 2022, antes da convenção que lançou Elmano. Depois foi para o outro lado porque queria a candidatura de Roberto Cláudio, que dividia a base. “O Camilo é o melhor, sério, honesto, amigo, simples, trabalhador e o melhor governador dos anos vinte. Agora nega tudo”, disse, classificando as críticas de Ciro como “papo furado”.

A fala de Chagas Vieira sobre “Ciro papo furado” tem o objetivo de colocar para a sociedade o jogo político da extrema-direita e atrair Ciro para o debate sobre “mentiras e verdades”.

O avanço de Manoela Pimenta no Sertão Central

A delegada do Ministério da Agricultura no Ceará, Manoela Pimenta, consolidou candidatura à Assembleia Legislativa. Será votada em toda a região.

O Sertão Central é composto por 13 municípios, tem cerca de 400 mil habitantes e aproximadamente 270 mil eleitores. A região não tem representantes na Alece e, na Câmara Federal, costuma votar em candidatos de fora da região.

O encontro de Cid com Romeu Aldigueri em Brasília

De repente, Cid Gomes e Romeu Aldigueri surgem conversando em Brasília. Apuração feita pelo blog Roberto Moreira descobriu se tratar de uma tática eleitoral, priorizando a distribuição espacial das candidaturas para eleger uma grande bancada de deputados federais.

Articulado e com visão ampla, Aldigueri construiu sua candidatura a deputado federal sem criar dificuldades com os atuais deputados da base, ressaltando o valor de vereadores e gestores municipais.

Esse novo papel de Cid é buscar espaços para potenciais candidatos como Antônio Martins, Roger Aguiar e outros nomes que estão na praça. Na visão de Cid, precisam de mais apoios. É o mapa da eleição se desenhando.

Felipe Mota cobra mais água do São Francisco

O deputado Felipe Mota (União) reclamou da baixa vazão da Transposição do Rio São Francisco para abastecimento hídrico destinado ao Ceará.

Conforme explicou o parlamentar, ficou acertado com o setor produtivo que a transposição liberaria uma vazão de 10 metros cúbicos por segundo (10 m³/s), mas não é o que vem acontecendo na prática. “Atualmente, só estão sendo liberados dois metros cúbicos por segundo”, denunciou.

Para Felipe Mota, a união do governador, senadores, deputados estaduais e federais se faz necessária para que haja uma conversa com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para cobrar o que foi acertado. “Precisamos lembrar ao ministro que o Ceará precisa dessa água”, defendeu.

Elmano gripou

A virose que atinge a população neste período de chuva chegou ao governador Elmano, que praticamente perdeu a voz e está com tosse. Elmano cancelou agenda pública até sexta-feira (6).

Guimarães e a briga com a extrema-direita

O Congresso Nacional não trabalha. É uma vergonha. Alguns deputados só tratam de INSS e Banco Master por interesses pessoais e políticos.

Segundo o deputado José Guimarães, foram impedidas votações importantes, como projetos ligados aos Data Centers, considerados estratégicos para o Nordeste e para o Ceará. A Medida Provisória dos incentivos também caducou.

Guimarães reclamou e cobrou reação do Parlamento. Também voltou a criticar a demora na votação da PEC da Segurança, que está há um ano na pauta do Congresso sem avançar.