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Bolsonarismo, expressão da ingratidão

Houvesse empatia e solidariedade entre bolsonaristas, o “empresário” George Washington Sousa poderia passar estes dias com uma esperança: a de receber na jaula, como o ex-PM Adriano da Nóbrega recebeu, a visita cordial e agradecida do presidente Jair Bolsonaro e de algum (ou alguns) dos filhos dele. Washington foi preso antes do Natal como terrorista. Por isso será processado – preparou uma bomba com a qual planejava causar mortes e provocar caos em Brasília. É um ativista que, diferentemente das figuras exóticas que tanto aparecem em situações ridículas nas redes sociais, mostra-se extremamente perigoso. Está disposto a impor tragédias a famílias e ao País.

Diferentemente dos bolsominios risíveis, idosos aposentados que conhecem hinos religiosos e marciais, é um carniceiro a serviço do mal (e dos maus). Mas vai passar o Réveillon atrás das grades e largado pelos líderes. Resta saber, com urgência, quem bancou os gastos criminosos dele.

BOSSA NOVA
George Washington – “xará” do “Pai da Pátria” dos Estados Unidos – era dono de posto de combustíveis no Pará, mas a empresa não está mais no nome dele. Gastou nos últimos anos R$ 170 mil com armas e munições pesadas, as quais pretendia distribuir graciosamente a outros criminosos acampados em zona militar de Brasília. Entende de explosivos, tendo montado o artefato que usaria para causar mortes na Capital Federal.

FOLHA CORRIDA
Em 2004 e 2005, Jair Bolsonaro e o filho mais velho dele, Flávio, então deputado estadual fluminense, visitaram Adriano da Nóbrega pelo menos duas vezes. Adriano estava engaiolado por matar gente. Os parlamentares foram à cadeia se solidarizar com ele. Antes, ambos haviam feito pronunciamentos nos plenários em defesa do ex-capitão.

OS IGUAIS SE ATRAEM
Diz-se em Brasília que amanhã Jair Bolsonaro e parte da família devem ir para os Estados Unidos. A ideia é a de se acoitarem numa propriedade de Donald Trump, ex-presidente dos EUA que já se revelou um sociopata de alta periculosidade. Pelo visto, o George Washington bolsominion vai ser, como outros, abandonado pelo “mito”.

NÃO É FÁCIL
Leva o jamegão do deputado Guilherme Landim (PDT) projeto que obriga os serviços de atendimento ao consumidor a fazer chamadas por vídeo, com intérpretes em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), para dar suporte a clientes surdos ou com deficiência auditiva. Landim não sabe, ou parece não saber, que há portadores de surdez que escrevem fluentemente. E que há outros que não entendem Libras.

VELHA GUARDA
Adriano da Nóbrega, acima citado, era o miliciano que comandava o “Escritório do Crime” – quadrilha que mata, extorque, grila terras, constroi e vende imóveis irregularmente, explora o jogo, rouba e comete um cardápio de violências no Rio de Janeiro. Ex-PM que Bolsonaro despudoradamente apoiava quando era deputado federal, Adriano foi executado pela Polícia da Bahia em 9 de fevereiro de 2020. Morreu sem contar o que sabia.