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As festas de Final de Ano podem ser tranquilas para as crianças?

Para as famílias que comemoram o Natal ou o Ano Novo, frequentemente relacionamos as festas com a alegria das crianças. Mas a ceia tarde da noite, os barulhos de explosão, e as brincadeiras sem graça dos tios distantes, podem não ser amigáveis para as crianças. É fácil tornar tudo melhor.

Talvez, um primeiro passo seja antecipar a ceia. Parece heresia, mas se for algo aceito pelos participantes da festa, vai permitir que as crianças durmam mais cedo. Pelo menos a ceia das crianças pode acontecer antes. Crianças com sono não ficam bem.

De todo modo, se isso não for possível, ainda podemos sair para brincar com as crianças por uma horinha no meio da tarde e, na volta, encaminhar uma soneca. Assim, à noite as crianças estarão menos cansadas.

De resto, podemos permitir que as crianças participem de tudo na preparação da noite. Crianças ativas são crianças felizes. A perfeição pode ficar para o ano que vem, importante agora é que todo mundo esteja junto, desde a preparação da festa.

Assim, também evitamos a televisão o dia inteiro. É uma tentação deixar as crianças em uma tela enquanto preparamos tudo, mas aí as crianças estarão agitadas e estressadas quando os convidados chegarem à noite.

Por outro lado, precisamos reconhecer que às vezes um ingrediente especial de agitação chega com os próprios convidados: os presentes barulhentos. Se isso ocorrer, dá para deixar as crianças brincarem à vontade por alguns minutos (não dois, mas quinze), e aí pedir para elas desligarem para ligar de novo amanhã. Elas não têm culpa dos presentes que receberam.

Ainda no mesmo tema, sabe aquela televisão que fica ligada só fazendo barulho enquanto todo mundo tenta conversar? Para as crianças, é como colocar uma vela perto de pólvora. Elas já estão agitadas pela situação festiva, e a televisão atrapalha isso. Em lugar da TV, podemos ajudar a criança a participar das conversas, abrindo espaço para ela falar, e escutando com atenção.

Talvez o jeito mais especial de tornar a festa melhor para as crianças seja protegê-las dos outros adultos. As crianças podem precisar de nós mesmo diante de adultos bem-intencionados.

Uma forma de protegê-las é garantir que elas não precisem tocar todo mundo. Há as crianças que se sentem mal com o toque excessivo, mas mesmo aquelas que não sentem talvez recusassem alguns beijos e abraços de adultos que elas não conhecem ou não veem há muito tempo. Para isso, vale a nossa observação e intervenção gentil. Elas podem oferecer um aperto de mão.

Durante a festa, também podemos proteger as crianças de situações constrangedoras. As crianças nem sempre sabem responder ou se defender oralmente de ironias e perguntas desagradáveis. Aí, entra a nossa chance de mostrar para a crianças que a festa incrível que preparamos é para ela também.

O Natal e o Ano Novo ainda não estão tão perto, mas se começarmos a pensar nas crianças agora, quando as festas chegarem, estaremos prontos para comemorar incluindo de verdade aqueles que nós mais amamos. Que as festas sejam incríveis para todos!

Como falar sobre a criação das crianças

Pode ser que com a sua atenção para as necessidades das crianças durante a festa, você chame um pouco de atenção. Se os familiares questionarem a maneira como você cria seus filhos, não tente ensiná-los.

Esse não é o momento da lição, nem de falar de “disciplina positiva”, “Montessori” ou qualquer outra abordagem específica de educação, especialmente com parentes que podem se sentir atacados pela sua “inovação”.

Eu sugiro que você fale o que você faz, e diga por quê. Foque na alegria e no sossego das crianças. Crie paz até o limite das suas habilidades, e depois crie silêncio. Quero dizer: mude de assunto, e se for preciso, adie a conversa para uma noite mais tranquila.

Dentro de você, compreenda que os adultos que estão lá talvez não tenham tido a sorte dos seus filhos, e estão cheios de feridas que os levam a questionar a liberdade e o bem-estar das crianças que não sofrem o que eles sofreram.