Os tricolores do Fluminense estão em festa. Dos quatro clubes brasileiros convidados para a Copa do Mundo, era o menos cotado para chegar à fase eliminatória. Como disse Renato Gaúcho, técnico do Flu, o “Patinho Feio” está na semifinal — e com chances de ir para a final.
Aliás, satisfeito com a classificação, continuou com a boca no trombone. Disse que, embora guarde respeito pelos técnicos europeus, é muito mais fácil ser treinador nesses clubes ricos, porque eles contratam os melhores jogadores do mundo para cada posição e formam seleções.
Caso supere o Chelsea, o Fluminense disputará a final com o vencedor de Real Madrid x PSG. Qualquer um dos dois será osso duro de roer. Mas o Fluminense, bom lembrar, também virou um ouriço para quem teve de enfrentá-lo. Está invicto na competição. Classificou-se para a fase eliminatória com dois empates e uma vitória.
Nessa fase, a equipe subiu de produção. De posse da bola, a transição é feita por meio do sistema 3-5-2. Três zagueiros. Dois alas, um pela direita e o outro pela esquerda, se juntam aos três jogadores do meio de campo. Dois atacantes se movimentam na frente para oferecer opções de ataque e dificultar a marcação do adversário.
Sem a posse da bola, todos os jogadores devem ficar atrás da linha da bola. A linha da bola é uma linha imaginária paralela à linha de meio de campo que, partindo do local onde se encontra a bola, vai de uma linha lateral à outra. Para recompor o sistema defensivo, os dois alas recuam para as laterais, formando um 5-3-2.
No futebol moderno, a bola pelo alto lançada sobre a área tem gerado muitos gols e criado situações difíceis para os defensores. A segurança existe com a presença de Thiago Silva, Inácio e Freytes, que são bons nas bolas aéreas. Freytes está fora do próximo jogo e deverá ser substituído por Tiago Santos.
Outro que também recebeu cartão amarelo e está fora dessa partida é o meio-campista Martinelli. Vinha jogando tão bem a ponto de ser muito elogiado pelo técnico Ancelotti, da seleção brasileira. O golaço que fez contra o Al-Hilal abriu as portas para a semifinal de amanhã. Seu substituto deverá ser Hércules.
Preferia vê-lo entrando no segundo tempo, quando todos estão cansando e ele aparece na área adversária como surpresa, desfilando saúde e categoria. Foi assim nos jogos contra a Internazionale de Milão e contra o Al-Hilal. Fez dois gols decisivos — um em cada jogo. Os dois, verdadeiras pinturas.
