Lembra de quando você dava uma passadinha no caixa eletrônico do Shopping para sacar um dinheirinho? Hoje em dia até parece que nem existem mais os caixas eletrônicos, já percebeu? E as novas gerações nem as usam. Mas por que essas chamadas novas gerações estão abandonando os caixas eletrônicos? A resposta está bem debaixo dos nossos dedos – ou melhor, nas telas dos nossos smartphones. A mudança de comportamento que estamos presenciando não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma verdadeira revolução nos hábitos de consumo e nas formas de interagir com o dinheiro. Os jovens de hoje cresceram em um mundo digital, onde tudo está a um toque de distância. Pagamentos por aproximação, transferências instantâneas e carteiras digitais substituíram o que, há não muito tempo, era o centro das transações financeiras: o dinheiro em espécie. Para muitos da Geração Z e millennials, sacar dinheiro de um caixa eletrônico parece um resquício de um passado quase distante, quando filas e cédulas eram parte inevitável da rotina. O Pix, no Brasil – que permite transferências em tempo real, 24h por dia, sem custos – acelerou essa transição. A conveniência de pagar com um celular ou smartwatch não é apenas um modismo, mas uma preferência sólida que está moldando a economia. Quem nunca esqueceu a carteira em casa, mas lembrou do celular? Em um piscar de olhos, compramos café, dividimos a conta do jantar e pagamos o estacionamento – tudo digitalmente. Outra camada dessa questão é a mudança no estilo de vida das novas gerações, mais urbanas, digitais e preocupadas com segurança. Carregar grandes quantias de dinheiro não faz mais sentido quando qualquer valor pode ser transferido eletronicamente. Além disso, o comércio eletrônico e os serviços de entrega criaram um ecossistema no qual o dinheiro físico simplesmente não se encaixa. Mas, claro, essa mudança também traz desafios. O mundo digital exclui aqueles que não têm acesso fácil a smartphones ou internet. As gerações mais velhas ou pessoas que vivem em áreas menos conectadas, ainda dependem do dinheiro em espécie. É um paradoxo: ao mesmo tempo que avançamos, também precisamos encontrar formas de incluir todos nesse novo sistema. Para as novas gerações, os caixas eletrônicos estão se tornando peças de museu, símbolos de uma era pré-digital que, aos poucos, está se apagando. O futuro, ao que tudo indica, será cada vez mais “cashless” – e os caixas eletrônicos, quem sabe, serão lembrados como máquinas de um tempo em que o dinheiro era algo que se segurava nas mãos, e não apenas um número na tela. E você anda com algum dinheirinho na carteira para eventualidades ou já aderiu totalmente ao digital? Boa semana, bons investimentos e cuide bem das suas finanças.
