Um grupo de parlamentares visitou ontem a Assembleia Legislativa do Ceará. Poderia ser apenas uma atividade protocolar, dessas que corriqueiramente são registradas na Casa. Mas há uma diferença expressiva. É que entre os integrantes da comitiva estavam protagonistas de instituições de outros países, cumprindo atividade da 26ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que começou ontem e segue até sexta-feira. E o objetivo não era apenas o de percorrer ambientes físicos e estruturas, mas, antes disso, o de conhecer projetos e ações desenvolvidas pela Alece em campos sociais e de qualificação.
A Assembleia cearense tornou-se referência em inovações de impacto coletivo, como a promoção “Vem Pra Alece”, realizada em outubro, que oferecem serviços e orientações à comunidade. São modos de o Poder se integrar às demandas do público e, dessa forma, se consolidar como ferramenta do cidadão. E mesmo de justificar a própria existência.
LEQUE
A Assembleia Legislativa presta hoje serviços de saúde e assistência social, de inclusão e desenvolvimento infantil, de direitos humanos e assessoria jurídica, de mediação e gestão de Conflitos e de apoio ao empreendedorismo. Não é apenas um lugar onde engravatados inventam leis. E isso ganha expressão especial num meio com tantas carências e com tantas lacunas.
SE A MODA PEGA…
O desembargador Marcelo Lima Buhatem, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, arrumou encrenca braba. Alinhado ao bolsonarismo, ele está sendo alvo no CNJ de processo disciplinar para apurar condutas. Buhatem é suspeito de disseminar fake news e teria participado, estimulado e incitado movimentos golpistas. E, contrariando regras caras à magistratura, teria publicado material antidemocrático na Imprensa.
MOSTRA O SALDO
A Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, evento relacionado ao senador Eduardo Girão (Novo) e ao deputado estadual Reginauro Souza (UB), conseguiu o que os inimigos da cultura chamam de “boquinha”. A edição 2023 do evento receberá R$ 160 mil dos cofres públicos. O dinheiro é previsto na Lei Paulo Gustavo, viabilizado pelo Governo Lula para amparar a Cultura – praticamente destruída na gestão Bolsonaro.
MÃO LEVES
A ala bolsonarista formulou e encaminhou projeto, aprovado pela Câmara federal, aumentando penas para furto, roubo, receptação de produtos roubados, latrocínio e outros crimes. Não há menção específica a quem tentar surrupiar joias, mas deve-se considerar que esse tipo de delinquente também ficará em situação difícil.
FOGO AMIGO
Foi o mesmo grupo que conseguiu aprovar no Congresso a CPMI dos Atos Antidemocráticos, mais conhecida como “CPMI do Golpe”. Deu no que deu: Bolsonaro e auxiliares indiciados e desgaste, muito desgaste, para o lado direito da política – um desastre completo.
GENTE FINA
Tramita na Câmara de Fortaleza projeto que autoriza a Prefeitura a conceder tarifa gratuita nos transportes públicos “nos dias de festa do réveillon de 2024”. Márcio Martins (SD), o autor, acha que se foi dado benefício nas eleições e no Enem, é justo que Roberto Carlos, Xand Avião, Wesley Safadão, Titãs, Alok e outros tenham igual tratamento. A vereadora Ana Paula (PDT) corre na mesma raia e assina texto semelhante.
PLURAL
Esta Coluna é publicada sempre às terças e quintas-feiras e aos sábados no jornal Opinião (www.opiniaoce.com.br) e no portal InvestNordeste (www.portalinvestne.com.br). Os textos de Roberto Maciel também estão disponibilizados no site https://bit.ly/3q4AETZ.
