Para os institutos Sou da Paz, Fogo Cruzado e Fiquem Sabendo, associados à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, o Ceará é um estado com bons resultados na transparência de dados da segurança pública. A gestão cearense, segundo as ONGs que cuidaram da pesquisa, está entre as oito do País nas quais informações sobre ações do setor são orientadas com a devida atenção aos princípios de publicidade e governança. Ok, agradeça-se a menção e que esta seja tomada como elogio.
No entanto, o que a pesquisa apurou está longe de ser referência de qualidade nas ações de segurança pública devidas pelo Estado. Antes disso, é só um atestado de organização. Não se trata de dado positivo como a redução de assaltos, homicídios ou estupros. Ou como a diminuição de violência policial. O trabalho é, diferente do que a transparência possa indicar, muito mais árduo, complexo e demorado.
ARQUITETURA E PODER
A política corporativa de arquitetos do Ceará está com uma proposta ousada: uma chapa só de mulheres foi lançada para disputar as eleições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) do Ceará. Em qualquer análise a articulação demonstra uma postura avançada na luta das mulheres para tomar o poder sobre e para si. Isso se condensa numa só palavra: empoderamento.
FORÇA COM BASE EM NÚMEROS
O Censo de 2022 constatou que 51,1% da população brasileira está composta por mulheres (PNAD); no terceiro trimestre de 2022, 34,4% dos donos de negócios no País eram mulheres; o Rio de Janeiro e o Ceará têm as maiores proporções de mulheres entre donos de negócios: 38%. (PNAD/Sebrae).
MENTIRA NÃO TEM IDADE
Já perto de completar 76 anos de idade, o general Augusto Heleno, um dos “falcões” de Bolsonaro, demonstrou como o comportamento de um idoso pode recuar até se parecer com o de uma criança de cinco anos, que cria fantasias para justificar traquinagens. Foi no depoimento que teve de prestar à CPMI do Golpe, terça-feira passada. Mas não foi fofo.
NÃO TEVE COMO FUGIR
Heleno não foi porque quis, mas porque a Justiça mandou. Ele até tentou escapulir, mas não teve jeito. A única solução que supôs ter para atenuar a pressão foi mentir. O problema é que a cada falseamento que falava, surgia diante dele uma avalanche de provas. O general pôs a tropa bolsonarista em maus lençois.
ENTREGOU-SE
Frase do senador cearense Eduardo Girão (Novo) na CPMI do Golpe, olhos nos olhos do golpista Augusto Heleno, na última terça-feira: “Os brasileiros estão orando por nós!” É muito estranho que alguém que se diga politicamente independente use o pronome “nós” para falar a um bolsonarista de coturno.
PRETO-NO-BRANCO
O fato é que o bolsonarista Eduardo Girão tem uma postura muito nítida e bem definida. Ele é um parlamentar da direita, o que é legítimo e permitido pela Democracia. Não tem como nem porquê negar as raízes e a conduta. Faz parte do jogo. Soa muito estranha a insistência com que tenta se desvencilhar do carimbo.
ESTAMOS AÍ
Esta Coluna é publicada às terças e quintas-feiras e aos sábados no jornal Opinião (www.opiniaoce.com.br) e no portal InvestNordeste (www.portalinvestne.com.br). Os textos também estão no site https://bit.ly/3q4AETZ.
