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A despolarização é o novo eleitor que vai decidir o pleito

O Brasil tem hoje cerca de 31% de eleitores que não aceitam o atual nível de polarização e de briga político-ideológica. É o eleitor da despolarização, capaz de decidir a eleição. Os números aparecem de forma consistente nas pesquisas, inclusive na do Instituto Opinião, realizada no fim de 2025.

Quem é esse eleitor? Trata-se, em sua maioria, do cidadão de classe média, profissional liberal — como médico, advogado — empresário de médio e grande porte, pessoas com alta escolaridade e idade superior a 47 anos.

Esse eleitor despolarizado busca uma opção que aponte para novos horizontes: destravar o Brasil do debate raso sobre entraves como o PIX, cortar gastos desnecessários, superar a política do toma-lá-dá-cá e, sobretudo, conhecer um projeto claro. Pode vir da esquerda ou da direita. O que ele quer é um governo com metas.

A tendência natural é caminhar para um voto mais equilibrado, que observe o mundo real e não apenas o universo das promessas. A expectativa é rejeitar governos sem compromisso com destravar a economia e pacificar o País.

A reforma ministerial de Lula tem uma meta: a reeleição

O presidente Lula despertou para 2026 inovando no estilo de governar e dando um passo à frente. Colocou em pauta, por meio do chamado “núcleo da frigideira”, uma reforma administrativa. Logo surgiram os nomes dos ministros que “pretendem” deixar o governo. Tudo combinado.

Os ministros do núcleo político e aqueles que planejam disputar eleições já jogaram a toalha. Lula vai precisar montar parcerias com o centrão e partidos mais à direita para consolidar o projeto de reeleição. Na primeira etapa, ministérios serão entregues. Na segunda, as alianças estaduais visam eleger o maior número possível de governadores, senadores e deputados federais.

Em Brasília, o ambiente é o de sempre: quem exerce o poder real e quem exerce o poder movido pela fome de cargos, dinheiro e força no Congresso. As articulações avançam muitas vezes sem lógica administrativa, mas com lógica eleitoral.

Lula sabe que precisa ceder parte do governo ao centrão, formado por partidos cuja meta é eleger representação parlamentar. A centro-esquerda, onde estão PT, PSB, PSOL, PV e PCdoB, não consegue governar sozinha. É melhor negociar, reconhecer méritos da direita e manter a governabilidade do que não conseguir governar.

A disputa de Wagner e Moses pelo controle do centrão no Ceará

A luta do Capitão Wagner pelo controle do União Brasil segue em Brasília. O partido está dividido no Ceará. De um lado estão Wagner, sua esposa, a deputada federal Dayany Bittencourt, e o deputado Danilo Forte. Do outro lado, os deputados Fernanda Pessoa e Moses Rodrigues.

Moses pretende trocar a Câmara pelo Senado, em aliança com o PT no Ceará, e até agora vem levando vantagem, apesar das articulações de Danilo Forte, Wagner, Roberto Cláudio, Ciro Gomes e outros líderes da federação para barrar o movimento.

Além dos votos, o centrão leva à mesa de negociação algo decisivo: tempo de rádio, TV e inserções na pré-campanha. O governador Elmano de Freitas já conta com PSD, MDB, Podemos, Rede, Avante, Republicanos, Solidariedade e Democratas.

Cid Gomes carrega o legado de pensar a política em família

Imaginem os leitores uma mesa de almoço reunindo um ex-deputado por três mandatos, ex-prefeito de Fortaleza e ex-governador do Ceará; um ex-deputado, duas vezes prefeito de Sobral, duas vezes governador do Ceará e atual senador da República com alta popularidade; outro ex-deputado estadual e ex-prefeito de Sobral; além de uma irmã deputada estadual. É um verdadeiro retrato da história política do Ceará.

Levar esse legado adiante exige sabedoria política. No momento, quem demonstra essa preocupação é o senador Cid Gomes. Ele tem capital político, é o principal aliado do projeto hoje em execução no Ceará, criado por ele próprio e por Ciro, posteriormente conduzido por Camilo Santana.

Cid tenta trazer a família de volta ao eixo do projeto, especialmente porque as grandes obras entregues em 2026 fazem parte do planejamento traçado por ele: hospitais, o Cinturão das Águas, 123 escolas em tempo integral, rodovias estruturantes, hidrogênio verde, linhão de energia, data centers, fábricas de calçados, confecções e montadoras de veículos.

Tudo foi colocado à mesa familiar. Aceitar ou não é direito de cada um. Acertar seria o caminho lógico da política. Negar tudo também é um fato possível. Mas o senador Cid Gomes será lembrado por tentar preservar o legado. Em 2026, ele estará em campo.

João Campos e Cid Gomes podem dobrar a bancada federal do PSB

O PSB pode sair de uma bancada de 17 para até 40 deputados federais em 2026. O Nordeste deve responder por metade ou mais dessa expansão.

O partido avança também no Sudeste, com articulações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A meta é eleger representantes em todos os estados. A estratégia passa pela filiação de novas lideranças e por uma campanha nacionalmente coordenada.

Ciro quer votos e tempo de rádio e TV

Ciro não será o candidato do bolsonarismo. O senador Girão é visto como o nome da extrema direita. É o que dizem, em Brasília, integrantes do campo bolsonarista. O ambiente na capital federal é de intensa especulação.

No momento, Ciro tenta alianças com o PL e com o centrão para garantir tempo de rádio e televisão.

Aldigueri no 8 de janeiro

O presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, participou dos atos que marcaram o 8 de janeiro, data da tentativa de golpe. “O Brasil precisa avançar nas conquistas e não retroagir como querem os golpistas”, afirmou.