Se tem um som que o brasileiro reconhece de longe é o plim do 13º caindo na conta — e, olha, a primeira parcela vem aí até o fim do mês. É quase como ganhar uma folga financeira no meio do caos: a gente respira, sorri e, por alguns minutos, pensa que agora vai. Mas antes de transformar o extra em parcelamento de rabanada gourmet, vale pensar com calma no destino desse dinheiro.
Primeiro ponto: dívidas. Se você tem alguma rodando juros mais altos do que música de Natal em novembro, este é o momento de atacar. O 13º funciona como aquele balde de água na fogueira da dívida: não resolve tudo, mas evita que o incêndio vire tragédia.
Se as contas estão sob controle, aí sim dá pra brincar de futuro. Que tal separar uma parte pra investir? A lógica é simples: o eu do presente dá um mimo para o eu do futuro. Rende mais do que amigo secreto do trabalho e ainda garante um 2026 menos apertado.
Agora, claro que ninguém é de ferro. Festas, ceias, viagens, presentes… tudo isso entra no pacote de fim de ano. A dica é só não deixar o 13º virar um “abraço coletivo” de gastos emocionais. Reserve um pedaço para as comemorações, mas já pensando que janeiro chega com IPTU, IPVA, matrícula, material escolar e aquela sensação de “por que mesmo eu fui tão generoso em dezembro?”.
No fim das contas, o 13º é igual intervalo no jogo: não decide sozinho, mas muda o clima. Use com estratégia, equilíbrio e um pouquinho de carinho com seu próprio bolso. E lembre-se: nada impede que você curta — desde que o você de fevereiro não pague o preço. Boa semana, bons investimentos e cuida bem das suas finanças.
