A Colômbia deu um passo considerado significativo rumo à modernização de seus meios de pagamento ao lançar, nesta segunda-feira (6), o Bre-B, sistema inspirado no Pix brasileiro. O objetivo é transformar a economia digital do país, oferecendo transferências instantâneas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Com mais de 30 milhões de colombianos já cadastrados em poucas horas, o Bre-B permite pagamentos entre pessoas físicas e entre consumidores e comércios, utilizando chaves como CPF, e-mail, número de celular ou identificador alfanumérico.
A plataforma conta com uma infraestrutura interoperável, conectando serviços existentes a novas soluções financeiras. A ferramenta é gerida por um Diretório Centralizado (DICE) e um Mecanismo Operacional de Liquidação (MOL), que garantem a movimentação instantânea dos fundos entre instituições.
Empresas internacionais, como a plataforma de pagamentos Ebanx, já podem oferecer a opção aos clientes, ampliando o alcance do sistema. Além disso, o Bre-B visa incluir cidadãos tradicionalmente excluídos do sistema financeiro, permitindo que eles realizem compras online, que paguem por serviços e acessem a economia digital de maneiras antes impossíveis.
Com o lançamento do Bre-B, a Colômbia se aproxima do Brasil em termos de inovação no setor de pagamentos, oferecendo aos seus cidadãos uma alternativa moderna, eficiente e inclusiva para realizar transações financeiras.
Reforço em segurança
Principal meio de pagamento entre os brasileiros, o Pix ganhou, na semana passada, mais uma ferramenta de segurança. O chamado “botão de contestação” poderá ser acionado, por meio do aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário do serviço tenha relacionamento, nos casos de fraude, golpe e coerção.
Formalmente chamado de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o botão ficará disponível a todos os usuários.
“Ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam”, explica o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central (BC), Breno Lobo.
Referência mundial
Em setembro, o sistema brasileiro foi alvo de críticas do presidente dos EUA, Donal Trump, por supostamente prejudicar as bandeiras de cartões de crédito americanas.
Um dos que defendeu o Pix foi o deputado federal cearense Mauro Filho (PDT), que rebateu a declaração do presidente dos Estados Unidos. O parlamentar cearense apresentou dados do Banco Central (BC) para contestar a afirmação.
As informações mostram que, desde a implantação do Pix, em 2020, o volume de operações com o sistema é menor do que o registrado com cartões de crédito. Mauro Filho informou que existem 858 milhões de chaves Pix, resultando em 252 milhões de transações financeiras por dia. Dessas chaves, 159 milhões pertencem a pessoas físicas e 15 milhões a empresas. Em junho deste ano, houve uma movimentação de R$ 2,8 trilhões por meio do Pix.
Apesar dos números favoráveis ao sistema, Mauro Filho ressaltou que, entre 2009 e 2019 — antes do Pix —, as transações com cartões de crédito cresceram 13%. Após a implantação, o aumento foi de 20,6%, mantendo-se acima do registrado com o pagamento instantâneo criado pelo BC.
