Voltar ao topo

24 de julho de 2024

CMFOR termina março com movimentação de siglas e caso Ronivaldo

Compartilhar:

Houve ainda foco na disputa interna do PDT pelo nome a concorrer ao Palácio da Abolição, com apoio de vereadores a Roberto Cláudio e parlamentares entrando de licença

Ingrid Campos
ingrid.campos@opiniaoce.com.br

Sessões na Câmara ocorrem às quartas e quintas-feiras (Foto: Reprodução/Flickr CMFOR/Érika Fonseca)

Já no início do mês passado, o prefeito Sarto Nogueira (PDT) declarou apoio à escolha do Roberto Cláudio (PDT) para a cabeça da chapa pedetista na disputa ao governo do Estado, em outubro.

O partido estuda lançar o nome do ex-gestor, da atual vice-governadora Izolda Cela, do deputado federal Mauro Filho ou do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), Evandro Leitão.

De imediato, o posicionamento de Sarto foi seguido por vários vereadores da Capital. Nas semanas que se seguiram, mais manifestações públicas de apoio a Roberto Cláudio foram realizadas, aumentando a pressão para a sua escolha.

A mais emblemática foi um almoço organizado pelo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFOR), Antônio Henrique (PDT), que reuniu 32 dos 43 vereadores em apoio ao ex-prefeito. Os parlamentares representavam, além do PDT, o Cidadania, o PSB, o PP, o PL, o DEM, a Rede, o PSL, o PSD e o PSC, sendo alguns destes partidos de oposição ao bloco governista no Ceará.

O movimento é significativo porque, como o vice-presidente da Casa, Adail Júnior (PDT), sempre faz questão de reforçar em seus discursos no plenário, os votos da Capital são bastante relevantes nas eleições a nível estadual. Após esse episódio, ocorrido em 8 de março, parlamentares de Fortaleza ainda marcaram presença em outros eventos promovidos pelo próprio Roberto Cláudio com setores sociais para “promover diálogo” com a população.

PERMANÊNCIA OU SAÍDA DAS SIGLAS
Do outro lado, no espectro da direita, a movimentação ocorreu mais por impasse sobre permanência e migração dos seus respectivos partidos. O Pros, que antes acomodava Capitão Wagner, pré-candidato ao governo do Estado, deve perder quase todos os vereadores na Câmara.

Isto porque Márcio Martins, Sargento Reginauro e Julierme Sena se preparam para ir ao União Brasil, agora comandado no Ceará por Wagner. Já Pedro Matos, suplente de Bruno Mesquita, e Inspetor Alberto estão de malas prontas para o PL, legenda do presidente Jair Bolsonaro.

Organizam-se para irem para a sigla do mandatário também Carmelo Neto, atualmente do Republicanos, e Priscila Costa que, no momento, é membro do PSC. O impasse sobre o União Brasil também caiu sobre a vereadora Cláudia Gomes, que até quarta-feira, 30, levava o nome do DEM.

O partido se fundiu ao PSL e formou a nova legenda, que reúne a oposição ao governo. A parlamentar, contudo, foi uma das que participaram do almoço de apoio a Roberto Cláudio, no início do mês. No fim de março, Cláudia anunciou sua filiação ao PSDB ao lado de Luiz Pontes e Chiquinho Feitosa, ambos da sigla. Chiquinho dirige a legenda no Estado.

CASO RONIVALDO
Outro assunto marcou as atividades da Câmara neste mês: a situação política do vereador Ronivaldo Maia (PT), que responde a processo na Justiça por suposta tentativa de feminicídio. Sua audiência de instrução estava marcada também para o dia 8, mas teve que ser adiada para mês que vem devido à ausência de uma testemunha de acusação.

Enquanto seu destino jurídico nesse caso se encaminha, a Casa analisa o tema administrativamente.
Em 23 de março, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar foi instalado. O pedido de cassação do vereador – protocolado pela bancada do Psol, formada pelo mandato coletivo Nossa Cara e por Gabriel Aguiar – foi recebido pelo colegiado e o relator do caso escolhido.

Dr. Luciano Girão (PP) tem, agora, até a próxima semana para dar o primeiro parecer sobre o processo. Tudo isso ocorre às vésperas da possibilidade de retorno de Ronivaldo às atividades legislativas, licenciado do cargo desde que sua prisão veio à tona, há cerca de quatro meses.

LICENÇAS
Apesar de Bruno Mesquita ter se licenciado no fim de fevereiro, seu suplente Pedro Matos só participou de uma sessão como vereador no início de março. Sua saída do Pros, pouco após assumir uma cadeira na Câmara, para o PL acompanha movimento do pai, Raimundo Gomes de Matos, que deve ser o candidato de Bolsonaro ao Governo do Estado. Nesta semana, o Inspetor Alberto e Estrela Barros (Rede) também anunciaram afastamento da Casa. Assumem os postos deixados pelos titulares, respectivamente, Dudu Diógenes (Pros) e Wander Alencar (Rede).

[ Mais notícias ]