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25 de julho de 2024

Vice de Ciro deve ser uma mulher e será anunciada “nos próximos dias”, diz pedetista

Esta será a quarta vez que o pedetista entra na disputa ao Planalto: iniciando em 1998, depois 2002, 2018 e, por fim, 2022. Sua candidatura foi oficializada nesta quarta, em Brasília.
Foto: Divulgação/PDT

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Ainda sem um/a vice, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, teve sua candidatura à Presidência oficializada pelo PDT nesta quarta-feira, 20, em evento em Brasília com a presença de lideranças regionais. Durante o discurso a sua militância, o presidenciável destacou que o nome escolhido para compor a chapa deve ser anunciado “nos próximos dias” e que o presidente do partido, Carlos Lupi, está se articulando com “forças democráticas insatisfeitas com a polarização que ameaça o país”.

Ainda de acordo com o pedetista, a preferência é para que seja uma mulher. “Eu estarei na linha de frente nessa luta de defender a democracia, tendo ao meu lado a pessoa que será a minha vice e que, tenho certeza, também trará alegria a vocês e esperança ao Brasil. Vocês conhecerão essa pessoa em poucos dias. Adianto que, conforme determinação da Miguelina [Vecchi] e se depender de mim, será uma mulher. Sempre respeitei as mulheres e as tive sempre como companheiras inseparáveis”, frisou.

“Nos últimos dias, se intensificaram os nossos diálogos com as forças democráticas insatisfeitas com a polarização que ameaça o país. […] O ritmo dessas conversas deve se acelerar nas próximas semanas e muita coisa pode acontecer.”

Esta será a quarta vez que o pedetista entra na disputa ao Planalto: iniciando em 1998, depois 2002, 2018 e, por fim, 2022. Em todas as eleições disputadas, Ciro Gomes ficou em terceiro lugar. Em fala de abertura, o presidente nacional Carlos Lupi destacou que a candidatura representa “resistência” frente à polarização política entre o candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, e o então presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta reeleição. “Somos o partido dos caçados, dos oprimidos, de todas as minarias que são maiores neste país. Por isso, Ciro, você nos representa”, ressaltou.

Pesquisa

A pesquisa “A cara da democracia”, elaborada pelo Instituto da Democracia (INCT/IDDC), registrou que 36% dos eleitores disseram não gostar de Ciro Gomes (PDT) “de jeito nenhum”, enquanto que apenas 10% das pessoas ouvidas manifestaram avaliações positivas ao pré-candidato do PDT. De acordo com a sondagem realizada pelo O GLOBO, os entrevistados indicaram sua disposição para votar em Ciro com base em uma escala de 1 (“não gosto de jeito nenhum”) a 10 (“gosto muito”). Na soma, as pessoas ouvidas disseram “não gostar” e “não gostar de jeito nenhum.”

A rejeição do pedetista chega a 53%. Cerca de 30% das pessoas ouvidas pela pesquisa demonstraram neutralidade em relação ao ex-ministro. Apenas 3% dos entrevistados afirmaram “gostar muito” de Ciro Gomes. A pesquisa A cara da democracia, registrada no TSE com o número BR-08051/2022, ouviu 2.538 eleitores em 201 cidades no mês de junho. A margem de erro é de 1,9 ponto percentual e o índice de confiança é de 95%.

Trajetória política

Ciro Ferreira Gomes tem 64 anos e nasceu em Pindamonhangaba (SP) em 6 de novembro de 1957. Aos 4 anos, mudou-se com sua família para Sobral, no Ceará, onde cresceu e construiu sua carreira política.

Foi deputado estadual por duas legislaturas no Ceará (1983 a 1989), prefeito de Fortaleza (1989 a 1990) e governador do Ceará (1991 a 1994). Como ministro da Fazenda no governo Itamar Franco (1994), ajudou a consolidar o Plano Real e, como ministro da Integração Nacional no governo Lula (2003 a 2006), elaborou o projeto da Transposição do rio São Francisco e viabilizou a sua implantação. O seu último mandato político foi o de deputado federal, entre 2007 e 2011, para o qual foi eleito com a maior votação proporcional do Brasil.

É também professor universitário, advogado, vice-presidente nacional do PDT e autor de quatro livros. O último, Projeto Nacional: O Dever da Esperança, lançado em 2020, chegou a ser o mais vendido do país e foi indicado ao Prêmio Jabuti, na categoria Ciências Sociais. Ciro Gomes faz um diagnóstico da crise brasileira atual e apresenta a sua proposta para sair dela, por meio de um projeto nacional de desenvolvimento.

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