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16 de julho de 2024

Ciro Gomes diz que relação com Cid e Camilo é uma “faca que ainda arde nas costas”

Ciro declarou que não compreende o apoio do irmão, Cid, ao Ministro da Educação; ele acusa Camilo de ter criado uma imagem negativa sua. Relação estremecida interferiu no primeiro Encontro Regional do PDT
Ciro Gomes durante primeiro Encontro do PDT, em Fortaleza. Foto: Beatriz Boblitz/Arquivo

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O racha no Partido Democrático Trabalhista (PDT) ganha mais notoriedade no cenário político estadual. Ciro Gomes (PDT) disse ontem, 22, durante entrevista na live do PontoPoder, do Sistema Verdes Mares, que a separação de lados com o irmão Cid Gomes (PDT), e o Ministro da Educação, Camilo Santana, é um assunto delicado de conversar. “Esta faca ainda está ardendo muito nas minhas costas”, afirmou, deixando claro não querer falar sobre o assunto em questão.

Completando a fala, Ciro deixou a entender que tem responsabilidade no crescimento político da “nova geração”, como assim chamou. Entretanto, não entende como Cid Gomes não ficou do seu lado, preferindo apoiar Camilo, a quem aponta como o criador da fama negativa dele.

“Eu tinha 50 anos, quando me tornei inelegível, para dar passagem no Ceará a nova geração a talentos. Não estou arrependido, mas naquela eleição, por exemplo, o Lúcio Alcântara abriria mão para eu (sic), Ciro Gomes, ser o candidato. O Tasso Jereissati insistiu para eu ser o candidato e eu disse: ‘vocês não estão entendendo a minha preocupação com a renovação do Ceará. Também passa por mim’. Não estou arrependido, volto a lhe dizer. Mas, quem criou essa versão de Ferreira Gomes, como uma coisa negativa, foi justamente o Camilo Santana, a quem o Cid apoia. Eu não compreendo isso!”, finalizou.

Nos bastidores, rumores de que Ciro não quer Cid no partido são fortes, tanto que apenas um compareceu ao primeiro Encontro Regional do PDT.

ENCONTRO REGIONAL

O Ceará deu o pontapé inicial para a série de encontros organizados pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Fundação Leonel Brizola Alberto Pasqualini (FLB-AP), visando passar pelas cinco regiões do País. O encontro aconteceu ontem, 22, na perspectiva de debater os principais temas da atualidade e fortalecer o projeto político, partidário e eleitoral. Fortaleza, capital cearense, como sede do Nordeste, no primeiro Encontro Regional do PDT, falhou na tentativa de unificar o partido, com uma ala ligada a Ciro Gomes, Roberto Cláudio e José Sarto. A outra parte tem lideranças ligadas ao Governo do Estado, como Cid Gomes e Evandro Leitão, que não compareceram ao evento de abertura.

Existia a expectativa de discutir meios de acabar com as brigas internas no partido no Ceará. O presidente estadual e nacional da sigla, André Figueiredo, apostou na calmaria, imaginando a presença de todos os representantes. Entre os presentes, reforçou um coro de apoio a Sarto, RC e Ciro, com o prefeito de Fortaleza recebendo grandes elogios pelas lideranças. Já quem não compareceu, não foi citado.

Apesar das ausências, estiveram presentes Manoel Dias, secretário-geral nacional do partido e presidente da Fundação Leonel Brizola, Mauro Benevides Filho, ex-secretário da Fazenda, Gardel Rolim, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). Dos outros oito estados nordestinos, as delegações de Alagoas e Sergipe foram as mais expressivas.

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