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17 de julho de 2024

Ciro critica oposição e diz que Ceará não pode ser único estado a ter governador bolsonarista

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O ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), criticou a possível candidatura de oposição ao Governo do Ceará nas eleições de 2022. O principal nome cotado, neste momento, é do deputado federal Capitão Wagner (Pros), apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos mais críticos ao grupo político que vem comandando o Ceará nos últimos anos. Ciro Gomes rechaçou o que chamou de “picaretagem intelectual absurda”, criticou o ‘Motim da PM’, em 2020, e a possibilidade de um bolsonarista ganhar as eleições para governador no Ceará.

“Temos adversários responsabilíssimos. Por exemplo, o Renato Roseno, que nunca baixou a guarda em fazer críticas contundentes, sérias, honestas, ajudando a gente a corrigir os defeitos. Tem muita gente que faz oposição no mundo intelectual que a gente ouve e melhora. Definitivamente, não é o caso desse que se apresenta a cada quatro anos com uma picaretagem intelectual absurda e agora quer fazer do Ceará o único lugar onde o Bolsonaro tem esperança de ganhar uma eleição para governador de Estado. Não passarão”, ressaltou Ciro em conversa com o OPINIÃO CE.

Nesta semana, o deputado federal participou de um evento no interior do Ceará ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Wagner se referiu ao Chefe do Executivo nacional como “estadista” e criticou a política de combate à violência do Governo do Estado. “Hoje a gente vive no estado mais violento do Brasil”, discursou.

GRUPO POLÍTICO

A fala foi proferida durante inauguração da 2ª etapa de expansão no Complexo Portuário do Pecém, na Grande Fortaleza, ontem, 10. O evento reuniu, além de Ciro, seu irmão, o ex-governador Cid Gomes (PDT), o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) e o então governador Camilo Santana (PT). A presença das figuras políticas foi encarada como “simbólica” dentro de um projeto de Governo no Ceará.

“O caminho para o mundo inteiro foi sempre fazer da política um caminho de construção em que você trata o adversário com respeito de quem pensa diferente de você mas não quer destruí-lo. No caso do Ceará, como no Brasil, aparece um adversário que, por exemplo, mobiliza um motim selvagem da polícia que produz 300 homicídios em uma semana. Precisamos raciocinar sobre isso, se não, qual o outro atributo daqueles que se consideram nossos adversários?”, questionou.

Os Ferreira Gomes, assim como o governador Camilo Santana, atribuíram a Capitão Wagner, na ocasião, a liderança do Motim. O deputado federal, por sua vez, chegou a declarar que foi contrário ao movimento, que está sendo investigado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado.

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