O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), divulgou, neste sábado (14), o balanço dos primeiros 15 dias da Operação Capital Limpa e Ordenada, iniciativa que reúne diversos órgãos municipais para combater o descarte irregular de resíduos e melhorar as condições de limpeza urbana da cidade. A ação já resultou na retirada de mais de 460 toneladas de lixo e na redução significativa do volume de resíduos coletados em pontos críticos.
De acordo com o prefeito, o trabalho inicial tem sido intenso e envolve ações simultâneas de limpeza, fiscalização e educação ambiental.
“Estamos completando duas semanas dessa operação que denominamos Capital Limpa e Ordenada. Já recolhemos mais de 400 toneladas de resíduos sólidos e vamos ampliar as ações para outras áreas da cidade. O intuito não é apenas limpar, mas também ordenar os espaços públicos”, afirmou.
Nesta primeira fase, iniciada em 2 de março, as ações estão concentradas nas avenidas Leste-Oeste, Duque de Caxias e General Osório de Paiva, áreas consideradas críticas pelo histórico de descarte irregular de lixo. Segundo dados da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a quantidade de resíduos recolhidos por meio da coleta especial caiu significativamente nesses locais.
Na avenida Leste-Oeste, por exemplo, houve redução de 70% no volume de lixo coletado, passando de 49 toneladas para 16,3 toneladas. Na Osório de Paiva, a queda foi de 60%, com redução de 24 toneladas para 9,7 toneladas. Já na Duque de Caxias, a diminuição foi de 40%, passando de 8 toneladas para 4,8 toneladas.
Ao todo, foram recolhidas 464,7 toneladas de resíduos em pontos irregulares nas três avenidas. A diminuição do descarte nesses locais também gerou economia para os cofres públicos. A estimativa da Prefeitura aponta uma redução mensal de R$ 242.448 nos custos da coleta especial nas três vias.
Evandro Leitão explicou que a coleta especial, realizada em pontos como canteiros centrais, meio-fios e locais de descarte irregular, é mais cara que a coleta residencial e, mesmo assim, conseguiu trazer economia para os cofres da cidade.
“A coleta residencial é aquela que fica na calçada das residências. Já a coleta especial ocorre em pontos de lixo no meio-fio ou canteiros e é bem mais cara. Conseguimos reduzir, em alguns trechos, até 70% dessa coleta, resultado de um trabalho educacional e preventivo”, destacou.
Além da limpeza urbana, a operação também inclui ações de fiscalização e melhorias na infraestrutura das vias. Segundo a Agefis, foram realizadas 599 fiscalizações, com 454 autos de infração e 176 flagrantes de descarte irregular.
O superintendente da Agefis, Guilherme Magalhães, destacou o uso de tecnologia para identificar irregularidades. “A fiscalização é feita de forma integrada com diversos setores e com apoio do videomonitoramento e de drones. Utilizamos inteligência artificial para identificar pontos de descarte irregular. Quando o sistema aponta uma irregularidade, os agentes se deslocam ao local para realizar a apreensão”, explicou.
A operação será ampliada a partir da próxima semana para novos trechos considerados críticos: a avenida Odilon Guimarães, em Messejana; a avenida Cônego de Castro, entre Parangaba e Canindezinho; e a rua Manoel Jesuíno, na Varjota.
