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MC é preso em Fortaleza por divulgar “funk proibidão” com apologia ao crime nas redes sociais

O suspeito acumulava mais de 10 mil seguidores nas redes sociais e publicava vídeos com canções que faziam referências explícitas a crimes, incitação à violência e afronta a decisões judiciais
O homem já era conhecido das autoridades por responder a processos por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (Foto: Divulgação/ Draco)

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) resultou na prisão preventiva de um homem de 21 anos, que atuava como MC e utilizava suas redes sociais para divulgar músicas de “funk proibidão” com conteúdo que exaltava facções criminosas. O suspeito foi capturado na tarde da última quarta-feira (23), no bairro Messejana, pertencente à Área Integrada de Segurança 3 (AIS 3) de Fortaleza.

Segundo a polícia, o conteúdo das músicas promovia e enaltecia as ações de um grupo criminoso que atua em diversos estados brasileiros, como Ceará, Maranhão, Piauí, Pará e Mato Grosso. Contra o homem, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas, pelo crime de integração a organização criminosa.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco Norte), com apoio da Draco da Capital, ambas unidades especializadas do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

O suspeito acumulava mais de 10 mil seguidores nas redes sociais e publicava vídeos com canções que faziam referências explícitas a crimes, incitação à violência e afronta a decisões judiciais. Em média, os conteúdos chegavam a 100 mil visualizações, ampliando o alcance da apologia ao crime e potencialmente influenciando o comportamento de jovens e adolescentes.

MC é preso em Fortaleza por divulgar "funk proibidão" com apologia ao crime nas redes sociais
Foto: Divulgação/ PCCE

O homem já era conhecido das autoridades por responder a processos por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Durante a operação que levou à sua prisão, policiais civis apreenderam joias e aparelhos celulares, que devem ajudar no aprofundamento das investigações.

O suspeito foi conduzido à sede da Draco, onde teve o mandado judicial cumprido e foi colocado à disposição da Justiça.