O senador Cid Gomes (PSB) voltou a declarar ser contrário a uma possível homogeneidade do PT nas eleições municipais deste ano. Durante o encontro e filiação do PSB em Quixadá, nesta quinta-feira (21), o senador destacou que não acha justo um partido possuir a Presidência da República, o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital, devido à concentração de poder. O parlamentar lembrou, ainda, que o Ceará tem uma tradição de aliança na indicação de nomes para o pleito.
“Qualquer partido que tenha a Presidência da República, o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital, eu acho que é muito poder concentrado. A nossa tradição aqui é de eleição e alianças”, disse. “É razoável que os outros partidos sejam contemplados também”, completou o ex-governador ao destacar que procura aliança para a eleição municipal deste ano na capital cearense. Compõem o arco de alianças partidos como PSD, PSB, Cidadania e MDB. Devido a problemas internos entre o PDT e o PT na escolha do nome que concorreria ao Governo do Estado, ainda em 2022, a aliança entre os dois partidos foi desfeita – cuminando na saída de Cid e outras figuras do PDT rumo ao PSB.
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Ainda, segundo o senador, a aliança partidária, entre o PDT e o PT, foi importante para a vitória de Luizianne Lins (PT) nas eleições municipais de 2004 e 2008; na vitória do próprio Cid Gomes, a qual foi eleito governador em 2006; e nas eleições estaduais que declararam Camilo Santana (PT) governador do Ceará, em 2014 e 2018. “Isso é uma aliança há muitos anos. Contra minha vontade, esse grupo de partidos se separou nas últimas eleições. Estou cumprindo uma tarefa que é reagrupar [a aliança]”, pontua.
CORRIDA ELEITORAL EM FORTALEZA
Assim como em 2020, o PDT e o PT devem lançar candidaturas individuais, sem uma aliança. No PDT, a expectativa é que o atual prefeito, José Sarto, dispute sua reeleição. Já o PT conta com cinco pré-candidaturas: do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Evandro Leitão; dos deputados estaduais Larissa Gaspar e Guilherme Sampaio; da deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins; e do ex-deputado federal e atual assessor especial do Governo do Ceará, Artur Bruno.
