O senador Cid Gomes toma posse nesta quinta-feira, 13, às 16h, na presidência interina do PDT no Ceará. Não haverá solenidade de posse e o momento ocorrerá durante uma reunião da Executiva da sigla, na sede do partido, em Fortaleza. Na ocasião, ele deverá pontuar sua estratégia de ação visando fortalecer o partido para as eleições municipais de 2024 e abrandar a crise interna no PDT.
O momento ocorre após acordo com o então presidente estadual e nacional (interino), deputado André Figueiredo. O acordo foi firmado na última semana. “O diretório tem um mandato até 31 de dezembro. Antes do fim, a gente fará uma convenção que elegerá uma nova Executiva. Defenderei que André seja presidente da Executiva a ser eleita pelo novo diretório que tomará posse em janeiro”, afirmou Cid, após reunião com o deputado, na Assembleia Legislativa, na quinta-feira, 6.
Cid adiantou que, durante sua gestão, dedicará seus esforços a preparar o partido para as eleições municipais de 2024, dialogando com as cidades do interior do Estado, além de fortalecer a legenda na disputa em Fortaleza.
“Buscamos, primeiro, a nível nacional, um entendimento de que partidos que são mais alinhados no campo biológico, citando Rede, PSB, PDT e PT, buscam, e já há encontros para isso, a maior frequência de registro dessas alianças nos municípios brasileiros, com foco principalmente nas capitais. Então, há esse esforço nacional, mas é importante que a esse esforço nacional se some a um esforço estadual para que o PDT converse com vários partidos que são aliados tradicionais nossos”, apontou.
ACORDO
Com base no acordo entre os dois, Cid apoiará a reeleição de André na presidência estadual do PDT ao fim deste ano. “O Cid se comprometeu que eu seria o candidato único, seria o candidato que teria o apoio do grupo deles e nós colocaríamos, digamos assim, um processo de pacificação no partido”, explicou André, após reunião com o senador, na quinta-feira, 6. “Me licencio agora e, claro, que dentro de um processo de diálogo a gente possa construir um caminho de paz para superarmos toda essa crise”, apontou o parlamentar.
Desde as eleições de 2022, o partido vive um racha interno sobre a aliança com o PT no Estado. Na Assembleia, três deputados do PDT têm atuado como oposição ao Governo do Estado: Queiroz Filho, Antônio Henrique e Claudio Pinho. Apesar do acordo entre Cid e André, o cenário deve seguir o mesmo.
