Ciclistas dizem sentir mais proteção com o aumento de ciclofaixa da Capital

Ciclistas ouvidos pela reportagem afirmam que aumento de ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas pela Cidade é positivo para pessoas que usufruem do deslocamento por bicicleta
Natinho Rodrigues

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Caio Salgueiro
Especial para OPINIÃO CE
caio.salgueiro@opiniaoce.com.br

A ampliação da malha cicloviária em Fortaleza é recebida com bons olhos por parte dos ciclistas, que, em geral, veem a sua segurança viária aumentar em razão das estruturas que os protegem. Teve início na madrugada desta quarta-feira, 27, a implantação de mais 1,2 km de ciclofaixa na avenida José Jatahy, que faz encontro com as avenidas Bezerra de Menezes e Francisco Sá.

A previsão de término é para este final de semana. Ciclistas ouvidos pela reportagem ontem afirmaram que o aumento de ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas pela Cidade é positivo para a vida deles que usufruem desse transporte. Entretanto, alguns ponderam a questão da segurança nessas áreas cicloviárias. Sidney Farias, de 38 anos, brigadista e morador do bairro Jóquei Clube, comemora a implementação das ciclofaixas, mas questiona a segurança nessas vias.

“É importante esse investimento nas ciclofaixas, principalmente para nós que não temos condições de andar de carro. O problema é que muitas das vezes tem pessoas que não respeitam (a ciclofaixa), por exemplo, há pessoas de moto que entram na ciclovia, vão na contramão, se a gente não tiver atenção acaba ocorrendo um acidente.”

O comerciante e técnico em eletrônica, Gilvanir Moreno, de 63 anos, morador do Monte Castelo, se mostra bastante entusiasmado com a ampliação da malha cicloviária e relatou sua experiência na cidade com elas: “Ficou muito bom para a gente esse aumento de ciclofaixas. Eu tenho um carro HB20 zerado, uma moto zerada, mas eu estou andando de bicicleta. Acabei de vir da Aldeota andando de bicicleta, encosto na rua, não pago estacionamento, vou pela ciclovia a todo tempo.”

Gilvanir Moreno completa. “Eu tenho um grupo de ciclistas que vão para a praia de bicicleta, estou até querendo comprar uma maior para andar mais. Também tenho um filho de 15 anos que anda de bicicleta, tudo pelas ciclofaixas e ciclovias. Meu HB20 está parado, minha moto tem 15 dias que não ando, a gasolina está parada, ando pela cidade toda de bicicleta.”

No entanto, Moreno sinaliza um problema que encontra, que são os choques de direção entre os ciclistas nas ciclovias ou ciclofaixas. “O único problema é esse ‘vai e vem’ de bicicleta a todo o tempo, elas passam nos dois sentidos, deveria haver um decreto de haver apenas um sentido, que nem são com os carros. Dá para andar, mas deveria haver uma sinalização melhor. Tem alguns ciclistas que não respeitam, temos que passar por quem tem um carro de reciclagem ou uma bicicleta carteiro, eles passam e nós temos que desviar pelas ruas”, reclamou.

Bruno dos Santos, de 23 anos, entregador e residente do bairro Farias Brito, diz usar as vias para ciclistas para trabalho e diz se sentir seguro andando nelas. “Uso as ciclofaixas e ciclovias de segunda à sábado no trabalho. É uma coisa muito boa para os ciclistas, porque logo tem menos riscos de estar no meio dos carros, facilita o trânsito. Nunca nada comigo, me sinto seguro nelas.”

Cláudio Silva, de 55 anos, desempregado e morador do bairro Antônio Bezerra, reclamou do perigo que já viveu nesses espaços, mas ainda as elogia. “Acho bom (o aumento de ciclofaixas e ciclovias), muito bom mesmo, a gente poder andar direito e os carros não baterem na gente, mas tem uns que até estacionam na frente, como é que a gente passa? Arriscado a gente se acidentar. Não me sinto tão seguro em andar por elas, pois às vezes tem carro ou motoqueiro que andam por elas, apesar de sempre andar nas ciclofaixas.”

As ações de ampliação do espaço cicloviário são realizadas pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP). O objetivo da prefeitura é chegar a 500 km de malha cicloviária até o final de 2024. Atualmente, a cidade conta com 413,7 km, sendo 130,9 km de ciclovias, 269,4 km de ciclofaixas, 11,7 km de ciclorrotas e 1,7 km de passeio compartilhado.

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