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24 de julho de 2024

Cerca de 300 famílias estão desabrigadas na cidade de Milhã após enchentes

Em entrevista ao OpiniãoCE, o prefeito Alan Macêdo afirmou que a dificuldade de acesso a áreas da zona rural impede que a Prefeitura tenha um levantamento exato do quadro de destruição
Foto: Divulgação/Prefeitura de Milhã

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O prefeito de Milhã, Alan Macêdo (PL), informou ao OPINIÃO CE que cerca de 300 famílias do Município estão desabrigadas após fortes chuvas na região. Ainda de acordo com o gestor, a dificuldade de acesso à zona rural impede o levantamento exato da destruição. Milhã é o único município do Ceará em estado de calamidade reconhecido pela União, mas outras seis cidades estão em situação de emergência. 

O estado de calamidade foi decretado entre os dias 26 e dia 27 de março, quando as fortes chuvas deixaram ao mais de 2 mil pessoas desabrigadas em todo estado. No dia 5 de abril, o Governo Federal reconheceu o estado de calamidade, em nível federal.

Em entrevista ao OPINIÃO CE, Alan Macêdo falou sobre o ocorrido. “Fizemos logo o decreto de calamidade, porque foram danos irreversíveis para a economia do município de Milhã. Vários produtores de leite perderam seu produto durante vários dias. Ficamos sem energia e sem água durante uma semana. Vários açudes arrombaram. Então, no dia seguinte a gente já decretou estado de calamidade”, afirmou o gestor.

“São, em média, 300 famílias desalojadas, entre a zona urbana e a zona rural. A zona urbana foi a mais afetada, com várias perdas totais de casas, várias perdas parciais, e várias pessoas perderam tudo que tinha dentro de casa”.

Conforme informou o prefeito, o levantamento das pessoas impactadas ainda está sendo feito. “A maioria dessas famílias, principalmente da zona urbana, já estão todas cadastradas, já foi feito o levantamento”, disse. “A gente continua o levantamento das famílias da zona rural, que é mais difícil, por causa da dificuldade das estradas e do acesso”, completou.

Em relação à infraestrutura, o gestor anunciou que os trabalhos de reconstrução e reforma estão sendo feitos com máquinas próprias do município ou alugadas. Acerca das casas que foram perdidas, o prefeito informou que foi feito um levantamento junto à Secretaria de Infraestrutura, e que foi protocolado ao Governo do Estado e ao Governo Federal um pedido de auxílio, mas ainda não houve resposta.

ESTRAGOS

Ainda de acordo com o gestor, 42 açudes já foram rompidos no Município. As estradas, as plantações e os animais foram afetados com as precipitações e com os rompimentos dos reservatórios. Segundo Alan Macêdo, as aulas de Milhã, suspensas desde o dia 10 de abril, permanecem assim até o dia 10 de maio.

Como informou o prefeito, o Governo do Estado auxiliou o município com 126 cestas básicas, alguns colchonetes, materiais de limpeza e higiene”. “Também estamos cobrando a parte de Infraestrutura, já estive com o Quintino Vieira, lá na SOP [Superintendência de Obras Públicas], e estamos aguardando. Ele disse que ia conversar com o governador novamente e ia dar algum retorno para poder ajudar a gente“, falou.

IDA A BRASÍLIA

No último dia 12 de abril, prefeitos de 17 municípios do Estado foram a Brasília para tratar de repasses do Governo Federal às cidades atingidas pelas fortes chuvas observadas desde o fim de março e início de abril. O encontro foi mediado pelo deputado federal André Figueiredo (PDT). De acordo com Alan Macêdo, foi pedido aos prefeitos um plano de trabalho para ser submetido ao ministério. “Já estamos trabalhando em cima desse plano. É uma burocracia, mas vamos terminar esse plano de trabalho e dar continuidade no Governo Federal para, se Deus quiser, conseguirmos alguma parceria para ir amenizando e tentando sair dessa situação, o mais rápido possível”, disse o gestor.

“Eu creio que, no mais tardar na próxima semana, a gente termine a parte (do levantamento) estrutural, que é ir nos locais, nas estradas, batendo foto, georreferenciada, mostrando como estão as estradas do município, fotografando os açudes, mostrando como foi que ficou a situação. Creio que até a próxima semana já deve estar protocolada junto ao Ministério da Integração”, afirmou.

Depois de finalizado o plano de trabalho, toda a documentação será analisada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e, em cima disso, serão estudadas formas de ajudar o município. Não há previsão de quando recursos federais serão liberados para auxiliar na reconstrução da cidade.

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