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Ceará oficializa instalação da Masterboi em Iguatu e impulsiona pecuária de corte

O Governo do Ceará oficializou, nesta terça-feira (31), a instalação de uma unidade fabril da Masterboi no município de Iguatu.
Foto: Gustavo Calvano | Opinião CE

O Ceará vive um momento considerado estratégico para o fortalecimento da pecuária de corte, impulsionado tanto por novos investimentos industriais quanto por mudanças no comportamento alimentar da população. O Governo do Ceará oficializou, nesta terça-feira (31), a consolidação de um projeto industrial estratégicos para o interior do estado: a instalação de uma unidade fabril da Masterboi no município de Iguatu.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, chamou atenção para a evolução significativa da produção leiteira nas últimas décadas. Segundo ele, entre 2011 e 2024, a produção saltou de 400 milhões para 1,2 bilhão de litros. Apesar do avanço, a capacidade da indústria de absorver essa produção caiu proporcionalmente.

“A indústria não está acompanhando o desenvolvimento do agronegócio”, afirmou. Ele também destacou mudanças no consumo alimentar, associadas ao uso crescente de medicamentos conhecidos como “canetinhas“, utilizados para controle de peso.

“Hoje, 1 milhão de pessoas no Brasil usa essas canetas. Em 2027 serão 3 milhões, e em 2032, 15 milhões. A proteína vai ser um dos produtos que vai aumentar muito o consumo”, disse.

Foto: Divulgação | Governo Ceará

No campo da pecuária de corte, o cenário também é de expectativa positiva. O governador Elmano de Freitas (PT) destacou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa Masterboi para instalação de um frigorífico no município de Iguatu.

“Estamos vivendo um momento histórico para a pecuária de corte do Ceará. A ideia inicial é o abate de 500 bois por dia, podendo ampliar essa capacidade”, afirmou o governador.

Atualmente, grande parte da carne consumida no estado vem de outras regiões do país. Segundo o presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, o Ceará depende principalmente de estados como Pará, Tocantins e Maranhão para o abastecimento.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho, a escolha de Iguatu foi baseada em critérios técnicos como logística, segurança hídrica e presença de rebanho consolidado. O terreno fica próximo ao eixo da Transnordestina, o que deve facilitar o escoamento da produção.

O projeto da nova unidade industrial prevê início das operações com capacidade para abate de 500 cabeças por dia, podendo chegar a até 1.000 animais em plena operação. A expectativa é de geração de mais de 500 empregos diretos inicialmente, podendo alcançar até 1.000 postos de trabalho.