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Rede estadual instala 16 novos tomógrafos odontológicos nos CEOs

Equipamento proporciona mais precisão na avaliação dos casos
CEOs fortalecem atendimento odontológico nas regiões do estado. Foto: Fátima Holanda

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) recebeu 16 novos tomógrafos odontológicos destinados à rede estadual dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). Os equipamentos encontram-se em fase de instalação, com adequações estruturais, calibração, testes operacionais, definição de protocolos assistenciais e capacitação das equipes.

De acordo com o coordenador da Célula de Atenção à Saúde Bucal da Sesa (Cebuc), Nalber Sigian, a incorporação da tecnologia representa a qualificação constante do cuidado especializado no Estado. “

Esse equipamento traz uma maior capacidade diagnóstica da rede, com mais precisão na avaliação dos casos, maior segurança clínica e melhor planejamento dos tratamentos ofertados à população”, explica.

Segundo ele, o exame será fundamental em procedimentos de cirurgia oral, como exodontias complexas e remoção de dentes inclusos ou impactados; na endodontia, em casos de anatomias complexas ou fraturas, por exemplo; além de na avaliação de alterações ósseas e no apoio ao diagnóstico do câncer de boca.

“Ao qualificar o diagnóstico, garantimos mais segurança clínica e maior previsibilidade no planejamento terapêutico”, afirma.

O Centro de Especialidades Odontológicas Rodolfo Teófilo, em Fortaleza, é uma das unidades que receberam o equipamento. A diretora-geral, Valesca Nogimo, explica que o tomógrafo funciona como uma visão mais detalhada da estrutura da boca.

Foto: Valesca Nógimo

“Enquanto o raio-X tradicional mostra uma imagem mais plana, o tomógrafo permite visualizar a região em profundidade, como se fosse em três dimensões. Isso ajuda o profissional a enxergar exatamente onde o dente está posicionado, qual a proximidade com nervos e outras estruturas importantes e como está a parte óssea ao redor”, detalha.

Segundo ela, essa precisão reduz riscos e traz mais segurança para o paciente. “Em uma cirurgia, por exemplo, conseguimos planejar melhor o procedimento e evitar complicações. No tratamento de canal, identificamos canais que não aparecem no exame convencional. Para o paciente, isso significa um diagnóstico mais seguro e um tratamento mais eficaz”, reforça.

Valesca destaca ainda as vantagens operacionais do exame. O procedimento dura entre dez e 40 segundos, com disponibilização digital imediata das imagens. “Ganhamos em precisão, tempo de laudo, organização do serviço e segurança para o paciente”, afirma.

O acesso ao exame seguirá o fluxo regulado do Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente é encaminhado pela atenção primária, após avaliação e indicação do cirurgião-dentista, ou pode realizar o exame por encaminhamento interno no próprio CEO, quando necessário, para complementar o diagnóstico especializado.