O Monitor de Secas, gerenciado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apontou que, em janeiro de 2026, 96 municípios cearenses apresentaram seca “grave” ou “extrema”, número que representa 52% das 184 cidades. Este é o pior cenário no Ceará desde fevereiro de 2019.
Na avaliação do mapa, houve uma significativa piora nos indicadores, com agravamento da seca no sul e no leste do estado, de dezembro de 2025 para janeiro de 2026. Por outro lado, devido às chuvas acima da média na faixa litorânea, houve o abrandamento nessa região. Os impactos permanecem de curto e longo prazo.

Para ser mais preciso, 68 dos 184 municípios cearenses apareceram com seca “extrema”, ou seja, 37%. Já em seca considerada “grave”, que é um nível mais brando que o anterior, são 28 municípios.
A metodologia do Monitor mede a seca relativa, ou seja, o desvio entre o que seria esperado normalmente naquela época para aquele local e o que foi de fato observado. Criado em 2014, o sistema faz o acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Brasil.
Nos locais com seca, o Monitor mostra, com uma escala de cores, o grau de severidade, que pode ser: fraca, moderada, grave, extrema ou excepcional. Linhas em negrito delimitam as três tipologias de seca possíveis: curto (entre 1 mês e 6 meses), longo (entre 9 e 24 meses), e curto e longo prazo.
Previsão do tempo
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), para o início desta semana são esperadas condições de sol, nebulosidade variável e chuvas isoladas em todas as macrorregiões do estado.
Entre o fim da noite desta segunda-feira e ao longo da madrugada de terça-feira (24), podem ocorrer pancadas de chuva na região do Cariri e no sul do Sertão Central e Inhamuns.
Além disso, durante a madrugada e a manhã desta terça-feira, na faixa litorânea do estado, são esperadas precipitações isoladas de fraca intensidade, bem como na porção noroeste do estado ao longo da tarde.
