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Ceará registra menor desemprego da história, mas informalidade segue acima da média

De acordo com a Pnad Contínua Trimestral, a desocupação no Estado ficou em 5% no quarto trimestre do ano
No cenário nacional, a taxa de desemprego também apresentou recuo, apresentando 5,1% no quarto trimestre de 2025 (Foto: Roberto Zacarias | SECOM)

O Ceará encerrou 2025 com taxa anual de desemprego de 6,5%, a menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No recorte do quarto trimestre, a desocupação caiu para 5%, também o menor índice já registrado no Estado e o mais baixo do Nordeste no período, conforme destacou o governador Elmano de Freitas.

“Ceará registrou a menor taxa de desemprego da história e a menor do Nordeste em 2025. A desocupação ficou em 5% no quarto trimestre de 2025, de acordo com o IBGE. Resultado de ações concretas: atração de empresas, apoio ao empreendedor, qualificação profissional e investimento forte em educação. Mais gente trabalhando, renda circulando e o Ceará avançando. Seguimos abrindo novas oportunidades”, afirmou o governador.

No cenário nacional, o Brasil fechou 2025 com taxa média de 5,6%, a menor da série histórica.

Contraponto: informalidade elevada

Apesar da redução consistente na desocupação, o mercado de trabalho cearense apresenta um desafio estrutural: a informalidade.

O Ceará encerrou o ano com 51% dos trabalhadores na informalidade, percentual superior à média nacional, que ficou em 38,1%. Isso significa que mais da metade da força de trabalho no Estado atua sem garantias como carteira assinada, contribuição previdenciária, 13º salário e férias remuneradas.

No ranking nacional, o Ceará aparece entre os maiores índices de informalidade, atrás de estados como Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%). O dado evidencia que a queda no desemprego não necessariamente se traduz em expansão proporcional do emprego formal.

Renda abaixo da média nacional

O rendimento médio mensal do trabalhador cearense foi de R$ 2.394 em 2025, valor inferior à média nacional de R$ 3.560. O Distrito Federal lidera o ranking nacional de renda, com média de R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).

No terceiro trimestre de 2025, o Ceará já havia registrado taxa de 6,4%, também mínima histórica até então. A população ocupada chegou a 3,73 milhões de pessoas, 70 mil a mais que no mesmo período de 2024.

O crescimento foi puxado principalmente pelo setor privado com carteira assinada, que saltou de 939 mil para 1,019 milhão de trabalhadores – acréscimo de 80 mil vagas formais. Especialistas avaliam que o próximo desafio do Estado é consolidar a geração de empregos formais e reduzir o peso da informalidade, garantindo maior proteção social e ampliação da renda média.