A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) recebeu, nesta terça-feira (15), a 11ª reunião ordinária do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação. As principais discussões incluem sanções da lei que reconhece a Caatinga como patrimônio natural do Ceará, a criação da Política Estadual do Gerenciamento Costeiro (PEGC) e o panorama do Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa do Ceará.
A abertura do encontro foi feita pela secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), Vilma Freire, que destacou a importância da participação e colaboração de diversos órgãos públicos e da sociedade civil organizada. O colegiado é composto por 37 instituições.
“Que bom que temos esse espaço, que bom que podemos contar com ambientalistas, com políticos, com os técnicos da Sema, e com todos vocês”, declarou a secretária.
Na fala, a titular destacou a assinatura do contrato, em dezembro passado, entre o Governo do Estado e o ICLEI – Governos Locais Para a Sustentabilidade. O documento visa à elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IEGEE) do Ceará.
“Não tenho dúvidas que com a quantificação e monitoramento de nossas emissões, será muito mais fácil empreender ações de adaptação e combate às mudanças climáticas. Um grande investimento, reforçando o comprometimento do governador Elmano, com a questão climática”, completou.
RETOMADA
O deputado Renato Roseno, representante da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), celebrou a importância do retorno do Fórum, que já é antigo no movimento ambientalista.
“Nós não estamos nem falando mais em evitar os efeitos, pois esses efeitos já se fazem presentes na nossa sociedade, nós temos que ter uma agenda de descarbonização da sociedade, não podemos cultivar uma economia que faça mal ao planeta, a gente tem que cultivar uma economia que faça bem ao planeta”, reiterou.
Para Manoel Rodrigues, gerente da Fundação Cearense de Meteorologia e de Recursos Hídricos (Funceme), a retomada do Fórum é necessária principalmente diante da crescente relevância da questão climática nas agendas ambiental local, nacional e global.
“É uma reunião das instituições do governo do estado do Ceará, cada uma com a sua visão, potencialidades e conhecimentos, contribuindo para um tema que hoje em dia é tão fundamental”, afirmou.
Ary Clecyus, representante da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) destacou a importância do Fórum para encontrar, dentro do contexto global, formas de alterar as cadeias produtivas e o agronegócio.
“A nossa forma de pensamento, de produção linear, não funciona mais. Temos que pensar na questão de economia circular, favorecendo a bioeconomia de forma que ela favoreça também as pessoas de baixa renda”, enfatizou.
O FÓRUM
O Fórum Cearense de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Combate à Desertificação é presidido pela Sema e atua como um espaço de discussão e efetivação de ações para mitigar os efeitos das Mudanças Climáticas no Estado do Ceará.
Já a vice-presidência é exercida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e a Secretaria Executiva pela Fundação Cearense de Meteorologia e de Recursos Hídricos (Funceme).
O Fórum foi instituído por meio do Decreto Estadual 29.272/2008 e, posteriormente, alterado pelo Decreto 32.161/2017.
