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No Ceará, 32,1% dos negativados têm dívidas de até R$ 500, diz Radar do Varejo Cearense

É o que indica a pesquisa divulgada pelo SPC Brasil e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE)
Inadimplência no Ceará recua, mas dívida média cresce; varejo mantém expansão. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

No Ceará, 32,1% dos negativados têm dívidas de até R$ 500. Isso que significa que, para quase um terço dos inadimplentes, uma renegociação ou pequenos ajustes no orçamento poderiam representar um caminho para a regularização da situação financeira. É o que aponta o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas.

A pesquisa foi divulgada pelo SPC Brasil e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE). Embora tenha havido elevação nas dívidas no Ceará, mas a taxa se mantém abaixo da média nacional, que avançou 6,28% no mesmo período.

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Após um início de ano com oscilações, o Ceará registrou a segunda alta consecutiva no número de inadimplentes. No Estado, houve um crescimento de 5,4% em maio deste ano na comparação com o mesmo mês de 2024.

Para o presidente da FCDL-CE, Freitas Cordeiro, embora a inadimplência ainda seja preocupante em território cearense, com incremento no número de negativados é possível prever que o fortalecimento do crédito e a elevação da renda tendem a mitigar tais fragilidades ao longo do próximo semestre.

“Políticas públicas de renegociação, feirões de crédito e programas de educação financeira podem ser instrumentos eficazes para auxiliar uma parte expressiva da população a sair da lista de inadimplentes, retomando o consumo e reequilibrando o orçamento familiar”, comenta Freitas Cordeiro, presidente da FCDL-CE.

O Radar do Varejo Cearense é uma publicação da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará que reúne os principais dados da economia estadual. A ideia, conforme explica Freitas Cordeiro, é reunir e analisar indicadores relevantes para que empresários do setor varejista possam balizar suas ações embasadas em fontes dignas de credibilidade.

VALOR MÉDIO

Ainda segundo o levantamento, o valor médio das dívidas chegou a R$ 4.370 em maio, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, o que reflete o impacto da inflação sobre o endividamento. Além disso, o número total de dívidas (relações CPF-CNPJ em atraso) cresceu ainda mais do que o de devedores, com alta de 9,7%.

Ou seja, muitos consumidores continuam acumulando novas pendências mesmo já estando inadimplentes.

Nos setores, o bancário concentra a maioria das dívidas (60,5%), o que pode indicar dificuldades com empréstimos, cartões de crédito e financiamentos. Outro destaque preocupante é a presença do setor de água e luz como credor de 17,1% das dívidas, um percentual alto, considerando que se trata de serviços básicos.