Com intuito de oportunizar e desenvolver a presença feminina nas ciências, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apresentou o projeto “Gênero e Meio Ambiente: a participação de meninas e mulheres no desenvolvimento de protótipos para monitoramento ambiental”, o BRISAS. A iniciativa foi detalhada oficialmente na manhã desta terça-feira (18), na sede da Funceme.
O projeto busca fomentar o interesse de estudantes do ensino fundamental e médio na pesquisa científica, especialmente nas áreas de ciências ambientais, climáticas e computacionais. A proposta tem o objetivo de capacitar as participantes para o desenvolvimento de instrumentos de medição ambiental de baixo custo, possibilitando um monitoramento eficaz do meio ambiente e contribuindo para o planejamento e uso sustentável dos recursos naturais.
A iniciativa terá como público-alvo estudantes e professoras de duas escolas públicas do Ceará: uma localizada no bairro Messejana, em Fortaleza, e outra, uma instituição de ensino indígena na área rural do município de Caucaia, na Grande Fortaleza. Além disso, pesquisadoras de diferentes órgãos governamentais do Estado estarão envolvidas na orientação e desenvolvimento das atividades.
O PROJETO
O BRISAS será desenvolvido em duas etapas. Inicialmente, as alunas responderão a um questionário para avaliar suas afinidades com disciplinas das ciências exatas. A partir desse diagnóstico, um grupo será selecionado para participar de capacitações conduzidas por pesquisadoras e estudantes de graduação. Os temas abordados incluirão climatologia, monitoramento ambiental e desenvolvimento de sensores.
Na segunda etapa, as estudantes desenvolverão e instalarão sensores ambientais baseados em microcontroladores para coletar dados, que serão posteriormente organizados em um banco de dados automatizado. Encontros periódicos serão promovidos para troca de experiências entre as participantes, fortalecendo o aprendizado e o engajamento no projeto.
O projeto, conforme a Funceme, não apenas incentiva a participação feminina na ciência, mas também estimula a formação de jovens pesquisadoras que possam contribuir para o entendimento das mudanças climáticas e suas implicações para a sociedade.
