O Programa Água Doce será integrado ao Programa Brasil Saudável, ação federal que busca combater doenças e infecções que impactam grupos mais vulnerabilizados. Executado desde 2013 no Ceará, o Programa Água Doce (PAD) já implantou 252 sistemas de dessalinização em 44 municípios cearenses, beneficiando milhares de famílias com água potável. Outros 22 sistemas estão em fase de implantação. De acordo com Liduína Carvalho, geóloga da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), os beneficiados pelo programa antes da implantação tinham grandes dificuldades em acesso à água, que muitas vezes era consumida sem nenhum critério de qualidade.
“Com a chegada do Programa Água Doce nessas comunidades a melhora foi sensível, saber que as comunidades melhoraram sua qualidade de vida nos deixa com sensação de alegria, principalmente aquelas mais distantes da sede dos municípios, que sofriam tanto com a falta do bem para o consumo“, declara a geóloga.
O Programa Água Doce é uma ação desenvolvida pelo Governo Federal através do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e tem como objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano, promovendo e disciplinando a implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização ambiental e socialmente sustentáveis atendendo, prioritariamente, às populações de baixa renda, residentes em localidades rurais do semiárido. Por se tratar de um programa que busca reduzir as vulnerabilidades daqueles que tem dificuldades de acesso à água no semiárido, o Programa Água Doce é considerado uma medida de adaptação às mudanças e em uma situação de crise de saúde.
A coordenadora de projetos da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Juliana Cunha, afirma que o projeto vai contribuir na redução e eliminação de doenças causadas pelo consumo de água imprópria. “Por meio do Programa Água Doce, da garantia de água potável, sobretudo para o Semiárido brasileiro, vamos contribuir para reduzir ou eliminar doenças causadas pelo consumo de água inadequada. Essa iniciativa busca beneficiar especialmente as populações mais carentes, que são as mais vulneráveis a essas infecções”, alega a coordenadora.
