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23 de julho de 2024

Ceará projeta estar livre da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa em 2024

Caso cumpra mais quatro ciclos de vacinação, o Estado não precisará mais vacinar seus rebanhos para ser considerado livre da doença
Foto: MAPA/Divulgação

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A campanha de vacinação contra a febre aftosa no Ceará teve início nesta terça-feira, 2. Coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), a iniciativa alerta para a necessidade de vacinar bovinos e bubalinos de todas as idades, o que representa cerca de 2,7 milhões animais em todo o Estado. A campanha segue até o próximo dia 31 de maio e, além de vacinar seus rebanhos, produtores devem declarar junto à Adagri a vacinação até o dia 15 de junho deste ano. Nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas (PT) chamou atenção  para que criadores apliquem a vacina a fim de ajudar o Estado a ficar livre da doença e da obrigação de vacinar seus rebanhos.

“Já no ano que vem, o Ceará será considerado livre de febre aftosa sem vacinação, desde que façamos nossa parte. Termos um estado livre significa maior facilidade da nossa carne poder expandir sua venda para outros mercados. Por isso, quero chamar todos os produtores para começarmos a organizar a vacinação do nosso rebanho”, enfatizou Elmano.

Elmo Aguiar, presidente da Adagri, afirmou que, para o Ceará se ver livre da febre aftosa, devem ser realizados mais quatro ciclos de vacinação nos rebanhos cearenses.  “Se aplicarmos as duas doses desse ano, em maio e novembro, e no ano que vem, a gente fica no status de estar liberado da febre aftosa e os produtores não precisarão mais comprar vacinas. Isso é economia, saúde e bem-estar para o Ceará”, explicou Elmo.

A campanha de vacinação segue até o dia 31 de maio. Os produtores, além de vacinarem seus rebanhos, também devem declarar, junto à Adagri, a vacinação até o dia 15 de junho. Para os donos dos rebanhos, o documento pode ser preenchido no site da Adagri, presencialmente em um dos 40 núcleos da instituição ou nos escritórios parceiros da campanha, como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC/Senar), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece) e secretarias municipais de Agricultura.

O coordenador do Programa Estadual de Vigilância para a Febre Aftosa, Joaquim Sampaio, reforçou que a ideia do Estado é ampliar ainda mais o percentual de animais vacinados. “Hoje, o criador já entende essa situação, 87% dos criadores vacinaram na última etapa. Esperamos chegar a 90% nesta etapa que estamos começando hoje. Só quem ganha com isso é o criador. As suas porteiras ficam abertas para todo o mundo”, disse o coordenador.

A campanha faz parte Plano Estratégico de Retirada da Vacinação da Febre Aftosa, elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O documento, que envolve operações e metas, tem como objetivo nortear o Estado para alcançar o status de livre de febre aftosa sem vacinação.

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