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Ceará gerou quase 11 mil novos empregos em agosto, afirma Ministério do Trabalho

Foto: Nívia Uchoa/ Governo do Ceará (Arquivo)

Pelo sétimo mês seguido, o Ceará foi o Estado que mais registrou empregos com carteira assinada, chegando a quase 11 mil novas ocupações. Conforme os dados divulgados pelo Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, nesta segunda-feira (2), entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados mais de 1,2 milhão de empregos formais.

Em 2023, o Ceará acumula 37.966 postos de trabalho gerados, especialmente no setor de serviços, que desponta com a criação de 23.856 empregos. Também registram resultados expressivos os setores da construção civil, acima de 7 mil postos de trabalho, e do comércio, com mais de 4,6 mil.

MÊS DE SUPERAÇÃO

O desempenho específico de agosto foi proveniente da relação entre o número de contratações com carteira assinada (54,2 mil), que superou o de demissões (43,3 mil). O período destaca-se ainda pela expansão de empregos em todos os setores produtivos acompanhados pelo Novo Caged, especialmente nos setores de serviços, quase 3,8 mil; indústria, acima de 2,5 mil, comércio, com 2,3 mil e construção civil, que empregou mais de 1,3 mil trabalhadores.

Vladyson Viana, secretário do Trabalho, fala que a geração de postos de trabalho segue o ritmo tradicional e a indústria ampliou a participação em agosto, considerando os estoques das vendas de fim de ano. Ele acrescenta que este ano a pasta registrou um dos melhores saldos para o período, com base nos dados apresentados pelo Novo Caged. “Devemos concluir 2023 com um bom desempenho na geração de empregos”, estima.

Considerando os municípios cearenses, além da Capital (5.209), também se destacam Sobral (628), Juazeiro do Norte (525), Limoeiro do Norte (441), Eusébio (434), Maracanaú (343) e Crato (330).

Quanto ao salário médio de admissão, o Ceará apresentou o segundo maior do Nordeste, com R$ 1.789,67, perdendo apenas para o Maranhão, que teve média superior a R$ 1.8 mil. O resultado está acima da média da região, que ficou em R$ 1.729,04.

O presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Raimundo Angelo, lembrou que os números apresentados pelo Novo Caged mostram que as ocupações foram preenchidas, principalmente, pelos jovens, entre 18 e 24 anos, que ficaram com 5.979 dos quase 11 mil empregos gerados. Em relação ao grau de instrução, mais de 8 mil vagas foram ocupadas por trabalhadores com ensino médio completo.