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25 de julho de 2024

Ceará foi destaque na produção de frango e suíno no 1º trimestre de 2024

O Estado superou a média nacional nos dois segmentos nos três primeiros meses do ano
Foto: Divulgação/BNB

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Levantamento do Banco do Nordeste (BNB) publicado nesta segunda-feira (8) mostra que o Ceará foi destaque na produção de frango e suíno no 1º trimestre de 2024. O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), baseado na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levantou os dados por meio do Informe Macroeconômico. A publicação mostra que o Estado superou a média nacional nos dois segmentos nos três primeiros meses do ano.

No período, a produção cearense de frango alcançou 16,4 mil toneladas, representando um aumento de 5,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Em âmbito regional, no Nordeste, a produção totalizou 130,2 mil toneladas de carcaças abatidas, um crescimento de 3,2%. Já no segmento de suínos, o Ceará registrou aumento de 18,2% no rebanho, reforçando sua posição como o segundo maior rebanho regional, com peso de 27,7%, ficando atrás da Bahia, com peso de 46,9%. O Nordeste também registrou crescimento frente à média nacional, com um aumento de 2,9% no número de cabeças abatidas, totalizando 4,4 milhões de animais no período.

A performance positiva do Estado e da Região contrastam com o cenário nacional de produção de frango, que teve retração de 2,6% no número de frangos abatidos e queda de 1,6% no de suínos. A economista e pesquisadora do Etene, Hellen Leão, explica que o crescimento na produção de frangos e suínos no Ceará foi resultado da combinação da redução dos custos de produção e, consequentemente, do aumento do consumo interno.

“O avanço na produção de soja de 2,3% no Nordeste em 2024, frente à safra passada, e o aumento na produção de milho no estado cearense de 53,3%, têm contribuído para a redução dos preços das commodities agrícolas e impactado na formação dos custos de produção de frango e suínos”, disse, destacando que as safras de soja e a produção de milho apresentaram queda nacionalmente, de 3,3% e 14,5%, respectivamente.

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