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Ceará derrubou mais de 20 drones usados por facções para entregar celulares em presídios, diz Mauro Albuquerque

Secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP), Mauro Albuquerque

Em entrevista ao podcast Questão de Opinião, o titular da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP), Mauro Albuquerque, falou sobre as medidas utilizadas pela pasta no combate ao crime no Estado. Conforme o secretário, o Ceará derrubou mais de 20 drones operados por facções, que buscavam entregar celulares em presídios. Foram mais de 1.000 celulares resgatados nas unidades de prisão, o que impede a comunicação entre lideranças criminosas e o mundo externo, rompendo com uma das principais fontes de articulação das facções.

“Derrubamos mais de 20 drones do ano passado para cá. Com isso, nós pegamos mais de 1.000 celulares. 80% deles foi evitado de entrar e os outros que conseguem entrar, que o cara consegue pescar, um ou dois dias depois a gente tira de dentro”, informou o secretário da SAP.

Segundo Mauro, a SAP busca investir, principalmente, em inteligência, no combate à corrupção e em procedimentos de segurança.“A gente vai combater o tempo todo, porque não justifica eu ter essa imensidão de gasto com resultado pequeno. Eu consigo ter muito mais resultado investindo em gente, em equipamento e em fiscalização”, disse Mauro.

Ele também abordou os gastos com equipamentos de bloqueadores de celulares nas prisões, que o secretário avalia como ineficientes e com custo muito elevado. Ele destaca a importância de investir na interceptação do contato entre os criminosos.

“Temos que combater os meios, e (o equipamento bloqueador) é muito caro. Para uma unidade, eu pagaria R$ 50 mil por mês. Eu tenho 20 unidades: R$ 1 milhão por mês, multiplicado por 12, seriam R$ 12 milhões ao ano. Em 6 anos que eu tô aqui, seriam R$ 72 milhões”, disse o titular da SAP.

Além da derrubada dos drones, o Estado está investindo em ações preventivas com monitoramento constante das unidades, uso de tecnologia, reforço na fiscalização e políticas de inteligência, buscando reduzir a entrada de itens ilícitos nos presídios.

A atuação tem como base o trabalho conjunto com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e os estados vizinhos, formando uma Força-Tarefa Integrada com inteligência compartilhada em tempo real. Segundo o secretário, a reunião de forças é uma resposta ao crime organizado. Ele citou, inclusive, a boa relação e a constante troca de informações com o secretário da Segurança Pública do Estado do Ceará (SSPDS), Roberto Sá.

“O crime é integrado e não tem mais fronteira. Eu costumava dizer antes: ‘os únicos que são desunidos são as polícias, porque eu não consigo trabalhar com a polícia dali, com a polícia daqui’. Hoje, sim (há integração das forças). Então, o que tem que ter é o poder de resposta. Teve um problema, você tem que dar uma resposta de imediato (…) Você não pode deixar alguém atacar o Estado e permanecer impune. Temos a responsabilidade de enfrentar o crime para proteger a nossa população. Nós temos que incomodar o crime. Não é o crime que deve incomodar nossa população”, declarou Mauro.

Confira a entrevista completa no canal do YouTube do Opinião CE: