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13 de julho de 2024

CE aumenta ocupação de leitos de UTI de síndromes respiratórias em 1 mês

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Neste domingo, Estado fechou o dia com a referida taxa em 61,82%. No dia 24 do mês anterior, índice ficou em 28,92%. Parte significativa do aumento vem de Fortaleza, que teve crescimento do índice

Kelly Hekally
kelly.hekally@opiniaoce.com.br

Hospital Estadual Leonardo da Vinci (HELV), que até as 19h30 de ontem tinha nove dos seus 20 leitos de UTIs ocupados (Foto: Natinho Rodrigues)

Em um mês, o Ceará teve um aumento de aproximadamente 34 pontos percentuais na ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinadas a pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A sigla abrange casos de síndrome gripal (SG) que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica.

Neste domingo, 24, o Estado fechou o dia com a referida taxa em 61,82%. No dia 24 do mês anterior, o índice ficou em 28,92%. Os quantitativos estavam disponíveis no início da noite de deste domingo e se referem a unidades de saúde públicas e privadas, consolidadas no IntegraSUS, plataforma da Secretaria de Saúde (Sesa) do Ceará, e considera a média de leitos de adultos e infantis. Os leitos de gestantes para SRAG, aponta o sistema, estão desativados.

A ocupação de enfermarias também registrou aumento no período, mas em volume menor: 43,58% neste domingo e 33,79% na data anterior. Assim como de UTIs, o quantitativo se relaciona aos dois tipos, adultos e infantis. A comparação foi realizada aproximadamente um mês depois de o Estado desobrigar o uso de máscaras de proteção contra covid-19 em ambientes abertos e cerca de 20 dias em locais fechados – a medida continua valendo em equipamentos de saúde e coletivos de transporte público.

Procurada neste domingo para informar o atual número de leitos destinados à SRAG e se houve redução de março até então, a Sesa afirmou não ser possível repassar o quantitativo, por ser fim de semana. A redução de leitos destinados exclusivamente ao tratamento de doenças respiratórias que fazem parte do grupo pode ser uma das razões para o aumento das ocupações.

TAXAS DIVIDIDAS EM ADULTOS E CRIANÇAS
As unidades de UTI para adultos começaram a noite deste domingo com 27,95% de ocupação, ao passo que as para crianças, em 100%. UTIs neonatal do tipo não registravam leitos ativos no período. Nas enfermarias, a ocupação de leitos de adultos estava, também no início da noite deste domingo, em 1,03% e as infantis, em 93,75%. As enfermarias neonatais consolidavam 100% de ocupação.

Parte considerável da ocupação de leitos vem de Fortaleza: ainda no início da noite deste domingo, a Capital somava 82,93% de UTIs e 83,7% de enfermarias. No dia 24 do mês passado, os números ficaram, respectivamente, em 46,72% e 72,28%, também segundo o IntegraSUS.

Considerando o período desde o início da pandemia no Brasil, em meados de março de 2020, o total de casos confirmados de covid-19 começa esta semana em 1.243.937 – foram, pelo menos, 3.087.051 exames realizados no Estado para constatar ou refutar o novo coronavírus.

A letalidade – que estava neste domingo no começo da noite em 2,2 – é fruto de 26.876 óbitos em decorrência da doença no período de pouco mais de dois anos. Ainda conforme a plataforma, não ocorreu morte pela covid-19 entre sábado, 23, e este domingo, num intervalo de 24 horas. No geral, 1.121.226 pessoas se recuperaram da covid-19 no Ceará, pelo menos.

A última atualização do Vacinômetro do Estado, da quinta-feira da semana passada, dia 21, mostra 19.594.493 doses aplicadas de imunizantes contra a doença. O Ceará segue vacinando o público a partir de cinco anos de idade. Das cerca de 19,6 milhões de pessoas, 4.126.368 tomaram a primeira dose de reforço, também chamada de D3, e 35.564 a segunda D3, aponta o Vacinômetro.

O Ministério da Saúde até o final da semana passada, não havia se manifestado sobre a continuidade da campanha de vacinação contra a covid-19, que no Brasil é realizada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). Titular da pasta, Marcelo Queiroga afirmou, também na semana passada, que o assunto está em análise, mas sugeriu que não é certeza que a aplicação de doses continue.

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