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17 de julho de 2024

Capitão Wagner assume comando do União Brasil no Ceará

O pré-candidato, inclusive, já pediu lidença da Câmara dos Deputados para se dedicar à campanha ao Governo do Ceará
Foto: Opinião CE

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Após um verdadeiro imbróglio para definir a liderança do União Brasil no Ceará, o deputado federal Capitão Wagner anunciou oficialmente o comando da legenda no Estado, nesta quarta-feira (15). Com isso, o pré-candidato ao Governo e principal nome da oposição no Ceará deve levar outros quadros de seu grupo político para o “superpartido”. Um deles é da própria esposa, Dayany Bittencourt, que deve concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Ela deixou o Republicanos recentemente.

Outros diretórios do União Brasil estão em fase de discussão para definir alianças e os nomes das gestões. Conforme Wagner, a oficialização por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ocorrer entre até amanhã (17).

Com a definição, as movimentações se tornam mais claras. Wagner, inclusive, já pediu lidença da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (15) por um período de quatro meses para se dedicar à campanha. Em coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa, o parlamentar disse que se prepara para “o maior desafio de sua vida” e que precisa de “dedicação em tempo integral” para construir um plano de governo. O deputado federal suplente Nelho Bezerra (Pros), de Iguatu, na região Centro-Sul, deve assumir a cadeira.

No Ceará, a presidência estadual ficou entre Wagner e o empresário Chiquinho Feitosa, ex-líder maior do antido DEM no Ceará. O União Brasil é formado pela fusão de PSL e DEM, o que o tornou a maior bacanada do País, fator que fortalece o Capitão na corrida ao Palácio da Abolição. No partido, terá maior tempo de propaganda na TV e no rádio, além de mais recursos para financiamento de campanha. O parlamentar ressaltou que o objetivo agora é trabalhar para compor as chapas da sigla para deputados estadual e federal.

Na próxima semana, o partido deve realizar um evento de filiação no Ceará com a presença de nomes do diretório nacional do União Brasil.

Diálogo

O partido viveu um embaraço no processo de definição no território cearense. Os dois nomes estudados levariam a caminhos distintos no posicionamento do União Brasil. Com Wagner, a legenda fica mais alinhada ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Já com Chiquinho, aliaria-se ao bloco governista, representado pelo governador Camilo Santana (PT) e por nomes do PDT. O empresário e suplente do senador Tasso Jereissati (PSDB) no Senado é alinhado aos irmãos Cid e Ciro Gomes.

Esse fator também impôs um impasse para Wagner nos últimos dias, já que o seu novo partido anunciou que terá candidatura própria na aliança informal entre PSDB e MDB. Luciano Bivar, presidente nacional da legenda, será o nome do União lançado ao Palácio do Planalto, apesar da definição do grupo só sair após abril, período em que seus pré-candidatos iniciarão viagens pelo País em busca de apoio. Wagner, no entanto, sinaliza, no Ceará, conversas com nomes ligados a outros pré-candidatos, como o próprio PL.

Migração para o União

Com a confirmação de Capitão Wagner no União Brasil, os diálogos com vereadores de Fortaleza pelo Pros, antigo partido do deputado, devem progredir sobre migração para a sua nova legenda ou para o PL, que recentemente virou oposição ao bloco governista, em conformidade com Bolsonaro. Entre os deputados estaduais e federais, o movimento também intenso desde a abertura da janela partidária, no último dia 3. Já são dados como certos os nomes dos deputados estaduais Soldado Noelio (Pros) Fernanda Pessoa (PSDB); além dos deputados federais Danilo Forte (PSDB) e Vaidon Oliveira (Pros).

Quem também é aguardado é o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB). A reportagem apurou junto a aliados que o partido estuda uma data para evento de filiação dos novos membros.

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