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17 de julho de 2024

Capital usa fitorremediação para despoluir e evitar contaminação de recursos hídricos

A técnica consiste no controle de determinadas plantas aquáticas, como aguapés, que podem contribuir para a despoluição e evitar a contaminação
Foto: Tainá Cavalcante
A lagoa no Parque Rachel de Queiroz é uma das beneficiadas com a técnica. Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

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A Autarquia de Paisagismo e Urbanismo de Fortaleza (UrbFor) vem aplicando a técnica da fitorremediação em alguns recursos hídricos da Cidade para reduzir a poluição e incentivar o desenvolvimento da fauna aquática local. A técnica consiste no controle de determinadas plantas aquáticas, como aguapés, que podem contribuir para a despoluição e evitar a contaminação dos recursos hídricos. Atualmente, a estratégia contempla as lagoas do Parque Rachel de Queiroz e do Parque Urbano da Liberdade, mais conhecido pelos fortalezenses como Cidade da Criança. A Autarquia estuda a expansão para outras três lagoas.

Segundo Adail Fontenele, superintendente da UrbFor, o ideal é que se faça o controle rigoroso destas plantas, por meio de limpezas regulares de lagoas e espelhos d’água, com a manutenção de parte dos aguapés nos locais. Segundo ele, manter até 20% do espelho d’água com cobertura de aguapés é o suficiente para que a técnica seja aplicada.

Em Fortaleza, nos dois espaços onde a técnica é utilizada, o controle dos aguapés é realizado periodicamente por meio de retiradas parciais. Em ambos, a fitorremediação tem gerado bons retornos. “Nos dois locais os resultados são o surgimento de uma fauna aquática, com a imensa propagação dos peixes, tudo pelo fato de melhorar a sua alimentação e a condição dos abrigos. O mesmo vale para as aves, além da melhoria da qualidade da água, porque os aguapés estão fazendo a permanente absorção de materiais orgânicos e de elementos químicos poluentes, com destaque para o chumbo, que é um metal pesado,” descreve Adail Fontenele.

O ganho em sustentabilidade é benéfico para toda a Cidade, tanto que enseja projetos de expansão. “Já aspiramos aprimorar a forma de controle dos aguapés em outras lagoas para deixar mais completo, mais técnico e mais eficiente essa fitorremediação que acontece nas lagoas”, afirma o superintendente da UrbFor, acrescentando que a retirada da planta deve passar a ocorrer com mais frequência e em menores quantidades de aguapés.

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