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13 de julho de 2024

Capital teve este ano aumento de casos de chikungunya

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Casos de dengue sofreu queda nos seus índices, enquanto número da chikungunya aumentou. Índice de zika permaneceu em zero

David Mota
ESPECIAL PARA OPINIÃO CE
david.mota@opiniace.com.br

Números foram apresentados nesta quinta, 3 (Foto: Divulgação)

Nos dois primeiros meses de 2022, Fortaleza registrou um número menor de casos, no total, de arboviroses. Porém, na amostragem somente de chikungunya, o aumento foi de mais de 56%. A zika e a dengue tiveram registros inferiores em relação ao ano anterior.

Se tratando dos casos confirmados, a tendência seguiu a mesma. A dengue sofreu queda nos seus índices, enquanto o número da chikungunya aumentou. O índice de zika permaneceu em zero.

A zika, a mais rara entre as três arboviroses, registrou quatro casos esse ano, dez a menos que o ano passado. Porém, nenhum foi confirmado. Já a dengue, notificou 20% a menos, mas em casos confirmados, a queda foi de cerca de 70%. Já a chikungunya, única em alta, também repetiu o aumento em números confirmados, subiu de 20 para 26.

O resultado de amostras para detecção de anticorpos IgM sinalizou uma positividade de 18,1% em janeiro e 32,6% em fevereiro. Os bairros mais afetados com surtos foram Cidade dos Funcionários, Jardim das Oliveiras, Luciano Cavalcante e adjacências.

Por mais que o número de óbitos permaneça zerado este ano, apenas um caso de morte por dengue está sob investigação, alertou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que divulgou, em coletiva realizada nesta quinta-feira, 3, pelo prefeito José Sarto, o Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses.

Entre as principais ações do plano, se destacam o acréscimo de 18 viaturas usadas pelos agentes e a garantia de bombas costais, inseticidas e larvicidas. Além do aumento da capacitação dos agentes comunitários de saúde, que somam mais de 3 mil, e os agentes de endemia. Mais de 100 postos estão preparados para o combate às doenças.

O trabalho entre vários setores também faz parte do projeto, que envolve a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Defesa Civil e Limpeza Pública, buscando recolher materiais que possam contribuir com a proliferação do mosquito. O trabalho educativo foi fortalecido, com mais de 40.000 ações sendo realizadas por ano, incluindo blitz, gincanas, palestras, peças teatrais e reuniões em associações, além das operações Quintal Limpo e Inverno.

A Operação Inverno 2022 começou ainda no passado, em dezembro, envolvendo mais de mil profissionais da vigilância ambiental de Fortaleza, atuando na prevenção e no controle de arboviroses. O Brasil enfrentou entre os anos de 2013 a 2019, uma grande crise no cenário epidemiológico da dengue, mais precisamente nos anos de 2013, 2015, 2016 e 2019. Porém, em Fortaleza, até 2021, não foi registrada nenhuma grande epidemia de doenças arboviroses.

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