Nesta quarta-feira (13) o diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu por 42 votos contra uma abstenção que a deliberação do candidato ou candidata da legenda à Prefeitura de Fortaleza será decidida durante o encontro de delegados a ser realizado no dia 21 de abril. O presidente da Executiva da agremiação política em Fortaleza, deputado estadual Guilherme Sampaio, lembrou que dos 46 membros do diretório, 43 participaram.
Guilherme destaca que a decisão foi considerada unânime porque a abstenção não representou um voto contra. A data da eleição dos delegados será dia 7 de abril, em 17 locais de votação, abrangendo todas as zonas eleitorais da Cidade. “A expectativa é que participem algo em torno de 7 mil filiados nesse processo eleitoral”, disse o parlamentar. Foi definido que serão eleitos 200 delegados.
“O PT governa o Ceará, governa o Brasil. Tem uma expectativa da base aliada do governador Elmano e do povo de Fortaleza que o PT se apresente como um contraponto à gestão do prefeito Sarto. O PT já governou três Fortaleza, tem uma presença muito forte na luta política da Cidade. Então, quando se tem essa responsabilidade toda, qualquer instabilidade no processo interno de debate, de definição gera também instabilidade no processo geral, da relação dos partidos da base, na expectativa dos movimentos populares. O PT hoje deu uma demonstração de muita maturidade. É mais uma deliberação consensual”, ressaltou Guilherme Sampaio.
Na avaliação do parlamentar, a decisão desta quarta demonstra maturidade política, capacidade de diálogo dos componentes da Executiva. “O PT está preparado para apresentar uma candidatura forte e discuti-la com a base”, frisou. “A grande virtude do encontro é que permite qualificar o debate. Se eu for discutir no debate se você é melhor que ela ou que ela é melhor que você, esse debate é empobrecido”, acrescentou.
Sobre a possibilidade de o encontro ser antecipado em virtude de o nome ser definido antes, Guilherme Sampaio informou que o evento será mantido, entretanto, servirá para consagrar, legitimar a deliberação construída no diálogo politico.
