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Suspensão de sessão, tensões e protestos marcam primeiro dia de trabalhos da CMFor

Foto: Felipe Barreto/Opinião CE

Por conta de protestos, a primeira sessão no retorno dos trabalhos da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), realizada nesta quinta-feira (1º), foi suspensa. Parlamentares e professores, que protestavam desde o início da manhã, se mostraram contrários ao prefeito José Sarto (PDT) no momento de sua fala. A maior crítica e reivindicação são pela aprovação do reajuste salarial de 10,09% para os professores da rede municipal de ensino.

No momento em que o prefeito foi chamado para discursar na tribuna, começou uma sequência de vaias, interrupções e questionamentos. Em suma, parlamentares da base governista gritavam frases como “respeita a autoridade” e “deixa o prefeito falar”. Por outro lado, em vídeo exclusivo do OPINIÃO CE, que acompanha o momento in loco, é possível ver as vereadoras Adriana Nossa Cara (Psol) e Adriana Almeida (PT) proferindo vaias ao gestor municipal e sua base aliada.

Além disso, a vereadora Enfermeira Ana Paula (PDT) ergueu um cartaz, que pedia respeito aos profissionais da saúde, durante o momento em que o prefeito se manteve na tribuna. A vereadora, ainda, denunciou que pessoas estavam impedindo o seu protesto. “Estão me tirando daqui, eu sou vereadora!”, gritava. O prefeito, por sua vez, tentou acalmar os ânimos. “Quero pedir aos professores que nos deem uma aula de educação”, lançou, seguido por palmas vindos de sua base.

O prefeito reforçou, ainda, que um proposta de reajuste deve ser apresentada à categoria nesta sexta-feira (2).

Foto: Felipe Barreto/Opinião CE

GREVE PROFESSORES

Desde o início da manhã, professores da rede pública de ensino ocupavam a Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) e pressionam o prefeito José Sarto (PDT) para a aprovação do reajuste salarial de 10,09% e outras reivindicações. Os profissionais pretendiam adiantar a audiência com o prefeito que, até então, está marcada para esta sexta-feira (2). Desde janeiro, a classe tenta um diálogo com a prefeitura. Com a volta às aulas marcada para a última terça-feira (30), hoje seria o terceiro dia letivo, porém as escolas permanecem paradas em decorrência da paralisação dos trabalhadores.

Leia mais em: Professores de Fortaleza protestam na Câmara Municipal em busca de audiência com Sarto

“Eu espero que o prefeito compreenda que a luta acirra os ânimos, mas que não cerce a negociação”, disse a vereadora Adriana Adriana Almeida (PT), em depoimento exclusivo para o OPINIÃO CE, após os protestos e discussões na CMFor. De acordo com a vereadora, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) buscava, exclusivamente, garantir uma data para a audiência que discutirá o reajuste salarial dos professores. Na última segunda-feira (29), a Prefeitura e representantes dos professores da rede municipal de ensino há haviam se reunido, mas sem a apresentação de proposta.

“Bastava o prefeito ter marcado a audiência e escutado, que teríamos evitado grandes problemas”, pontuou a vereadora.

Segundo o vereador Inspetor Alberto (PROS), antes mesmo do prefeito iniciar o seu discurso, “desceu uma galera para interferir na palavra dele”. O parlamentar fala, ainda, que foi uma falta de educação, por parte dos professores, o excesso de interrupções. Ao OPINIÃO CE, o vereador denunciou uma suposta agressão contra um colega de bancada, o suplente de vereador Júlio Aquino (União Brasil). “Eu estou com as imagens que um suplente de vereador foi espancado, levou dois tapas na cara aqui dentro”.