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Camilo tem sua primeira vitória no MEC, e Izolda será sua número 2 na pasta da Educação

Foto: Governo do Estado/Divulgação

O futuro ministro da Educação, Camilo Santana (PT), anunciou nesta última terça-feira, 27, que a governadora Izolda Cela (sem partido) será secretária-executiva da pasta federal. Na prática, isso significa que, em uma eventual vacância de Camilo, Izolda assume o posto de ministra. A nomeação representa sobretudo vitória do petista, que antes de assumir o MEC trabalhou para emplacar a governadora no comando da pasta.

Inicialmente cotada para a Secretaria Nacional de Educação Básica, a ex-pedetista chegou a ser parabenizada por lideranças políticas que davam por certo seu nome no cargo. A governadora, por sua vez, apesar de sinalizar que iria para o MEC, em nenhum momento chegou a confirmar que seria na Educação Básica. Nesta quinta, veio a surpresa, e o também senador eleito a confirmou como secretária-executiva.

Logo após o anúncio, feito em Brasília, o futuro ministro confirmou a decisão em seu perfil nas redes sociais. “Informo que a atual governadora do Ceará, Izolda Cela, será secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC) em nossa gestão. Trabalharemos juntos para recuperarmos o tempo perdido, sobretudo na educação básica. Com muito diálogo com estados e municípios, e a retomada dos investimentos, tenho convicção de que faremos a educação brasileira voltar a crescer.”

A governadora prestes a entregar o cargo do Palácio da Abolição a Elmano de Freitas (PT) também usou as redes sociais para confirmar o convite. “Informo que aceitei, com muita honra, o convite do ministro Camilo Santana para ser secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC). Trabalharemos com empenho e compromisso para a melhoria da educação do Brasil. Conhecimento da realidade, prioridades e metas claras são bússola para o serviço. Agradeço ao ministro Camilo e ao presidente Lula pela confiança.”

Mesmo de fora da Secretaria Nacional de Educação Básica, Izolda Cela afirma que pretende dar prioridade para a área. “Eu penso que o país precisa compreender melhor o que é o diagnóstico hoje relacionado aos resultados da educação básica, desde a alfabetização, como é que está a alfabetização das crianças nesse país, especialmente depois de um período tão severamente afetado pelo período da pandemia”, afirmou ao lado de Camilo Santana, em Brasília.

No Ceará, a gestora foi a principal responsável pelo desenvolvimento de programas educacionais bem-sucedidos, que tornaram o Estado um case de educação para o resto do país. Dentre eles destaca-se o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), iniciado no ano de 2007. O projeto nasceu como uma cooperação entre estado e municípios com o objetivo de alfabetizar alunos da rede pública de ensino até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental. Com o sucesso, o programa inspirou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), em 2013, tocado pelo Ministério da Educação.

Inicialmente cotada para assumir o MEC, Izolda gerou grande expectativa de que comandaria a pasta, sobretudo no dia da diplomação de Lula (PT), quando chegou ao lado do presidente eleito.

Em paralelo, o senador eleito Camilo Santana foi lançado para assumir a pasta como um nome de consenso, já que, filiado ao PT, diferente de Izolda Cela, enfrentaria menos resistência do partido. Este petista, por sua vez, havia manifestado interesse em assumir outros ministérios; no seu radar estavam as pastas de Cidades ou Desenvolvimento Regional.

Com a nomeação, Izolda Cela será a terceira mulher a assumir o cargo na pasta. Em eventual afastamento de Camilo, ela será a primeira ministra da Educação do Brasil.